
O candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), apagou publicações antigas no X em que criticava o Bolsa Família e chamava o benefício de “bolsa-farelo”. Segundo o jornal O Globo, as mensagens, publicadas entre 2011 e 2014, associavam o programa à pobreza e a interesses eleitorais do PT.
Em 2011, quando era deputado estadual no Rio de Janeiro, Flávio criticou o programa Renda Melhor, que complementava o Bolsa Família, e defendeu limitar o recebimento do auxílio a dois anos. Posteriormente, afirmou que o PT “perpetua a pobreza” por meio do benefício.
A proposta de limitar o período de dois anos voltou ao debate na atual campanha, mas com outra finalidade. A coordenadora econômica da candidatura, Daniella Marques, defendeu que beneficiários que consigam emprego formal ou abram um negócio continuem recebendo o auxílio por esse período, com retorno automático ao programa em caso de perda de renda.
A posição contrasta com as críticas antigas. Desde 2019, Flávio passou a divulgar mensagens favoráveis ao Bolsa Família. Em junho deste ano, defendeu ampliar a permanência no programa após a conquista de emprego e afirmou que o benefício é um “direito da população”.
Procurado para comentar a exclusão das publicações e a mudança de posicionamento, o senador não havia respondido até a publicação da reportagem.