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Wagner Moura critica relação da família Bolsonaro com Trump em série sobre soberania brasileira

Episódio de “Revelando” aborda interesses dos Estados Unidos nas eleições brasileiras, a disputa por terras raras e os riscos à autonomia nacional; ator também manifesta apoio a Lula.

F. Silva
Por: F. Silva Fonte: Com informações do BNews
16/10/2026 às 14h39
Wagner Moura critica relação da família Bolsonaro com Trump em série sobre soberania brasileira

O ator baiano Wagner Moura, vencedor do Globo de Ouro e indicado ao Oscar por O Agente Secreto (2025), criticou a relação da família Bolsonaro com o governo dos Estados Unidos no sexto episódio da série jornalística Revelando, lançado nesta sexta-feira (16).

Intitulado Pátria Submissa, o programa discute a influência norte-americana nas eleições brasileiras, a disputa por terras raras e os possíveis impactos dessa aproximação para a soberania nacional, especialmente em um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL).

Na abertura, Moura apresenta o que considera uma articulação para favorecer interesses estrangeiros no Brasil. “Hoje você vai descobrir a história de um complô pra saquear o Brasil. Um complô que conta com traidores da pátria, gente submissa, e voluntários que estão entregando o país de bandeja pros americanos”, afirma.

O episódio traz uma entrevista com o general Santos Cruz, ex-ministro do governo Jair Bolsonaro, conduzida pelo jornalista Bruno Torturra, em Brasília. Na conversa, o militar analisa a proximidade entre a família Bolsonaro e o grupo político do presidente norte-americano Donald Trump, além dos interesses dos Estados Unidos na disputa comercial com a China.

Um dos principais temas é a importância estratégica das terras raras, minerais utilizados na fabricação de equipamentos eletrônicos e no desenvolvimento de tecnologias avançadas, incluindo sistemas de inteligência artificial.

Moura destaca a dependência dos Estados Unidos em relação à produção chinesa desses recursos e associa essa disputa à política externa de Trump. “De cada dez quilos de terras raras que os Estados Unidos importam, sete vêm da China. E a China e os Estados Unidos estão numa briga que não acaba, por isso e um monte de outras coisas”, declara.

O ator também critica o interesse norte-americano em recursos minerais de outros países. “Que o minério dos outros seja dele”, afirma, ao comentar a estratégia atribuída ao presidente dos Estados Unidos.

A produção ainda apresenta um cenário de pressões econômicas e políticas que, segundo a narrativa do programa, poderia facilitar o acesso norte-americano a recursos naturais de outros territórios.

“Primeiro vem a pressão: uma guerra, uma tarifa, um empréstimo, o que for preciso. Depois, alguém no poder que deva o próprio cargo ao Trump: a Delcy na Venezuela, o Espriella na Colômbia, o Milei na Argentina. E, no fim, chega o acordo: minério e petróleo saindo do país, com os americanos comandando”, afirma Moura.

A relação entre Trump e integrantes da família Bolsonaro é apontada como um dos eixos centrais do episódio. Santos Cruz alerta para possíveis consequências de uma eventual volta desse grupo político ao Palácio do Planalto, em 2027, sobretudo em relação à autonomia brasileira diante dos interesses econômicos e estratégicos dos Estados Unidos.

Wagner Moura também manifesta apoio a Lula

Além das críticas à política externa norte-americana, Wagner Moura publicou um vídeo de apoio a estudantes da PUC-Rio, integrantes do movimento PUC Antifascista, na quarta-feira (14).

Na gravação, o ator elogia a mobilização dos universitários e destaca a importância da participação da juventude nos movimentos políticos e de resistência no Brasil. “É muito bonito ver a juventude na rua. Esse país é de vocês”, afirma.

A mensagem termina com uma manifestação de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em meio à movimentação política que antecede as eleições presidenciais de 25 de outubro, conforme o contexto apresentado pela reportagem.

Da Redação...

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