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Saúde amplia busca por apostadores com comportamento problemático após novas regras

Governo pretende usar dados de diferentes órgãos para identificar pessoas em situação de risco e ampliar atendimento em saúde mental pelo Meu SUS Digital e por teleatendimento

F. Silva
Por: F. Silva Fonte: Com informações do Metro1
26/09/2026 às 13h55
Saúde amplia busca por apostadores com comportamento problemático após novas regras

O Ministério da Saúde pretende ampliar a busca ativa por pessoas que apresentam comportamento problemático relacionado às apostas on-line após o anúncio de novas restrições pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o governo já realiza, desde dezembro de 2025, ações para identificar apostadores com esse perfil.

A iniciativa utiliza informações compartilhadas pelos ministérios da Fazenda e da Segurança Pública, além da Receita Federal.

Padilha afirmou que os dados são armazenados no Nuvem Brasil, ambiente administrado pelo Ministério da Saúde.

“O Ministério da Saúde é dono do ambiente onde circulam estes dados, o Nuvem Brasil, que é absolutamente protegido e opera seguindo todas as regras da LGPD e todas as regras da ética na saúde que os profissionais têm que seguir”, declarou o ministro.

O governo afirma que a plataforma segue as regras da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e os protocolos de ética na saúde.

Ainda não foram divulgados detalhes sobre o fluxo de atendimento nem a data de início das novas medidas.

Atendimento em saúde mental

O Ministério da Saúde também pretende ampliar o atendimento em saúde mental por meio do Meu SUS Digital e de serviços de teleatendimento.

A proposta prevê assistência não apenas aos apostadores, mas também aos familiares afetados pelas consequências relacionadas às apostas.

Durante a coletiva, Padilha destacou os impactos das apostas sobre a saúde pública e a economia.

O ministro citou um estudo do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS), segundo o qual o custo social relacionado às apostas chega a R$ 38,8 bilhões por ano.

De acordo com a estimativa apresentada por Padilha, cerca de R$ 17 bilhões desse valor estariam relacionados aos custos associados a mortes adicionais por suicídios.

A ampliação das ações ocorre em meio às mudanças anunciadas pelo governo para enfrentar os impactos das apostas e oferecer atendimento de saúde às pessoas afetadas.

Da redação do 40 Graus...

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