
O Ministério da Saúde pretende ampliar a busca ativa por pessoas que apresentam comportamento problemático relacionado às apostas on-line após o anúncio de novas restrições pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o governo já realiza, desde dezembro de 2025, ações para identificar apostadores com esse perfil.
A iniciativa utiliza informações compartilhadas pelos ministérios da Fazenda e da Segurança Pública, além da Receita Federal.
Padilha afirmou que os dados são armazenados no Nuvem Brasil, ambiente administrado pelo Ministério da Saúde.
“O Ministério da Saúde é dono do ambiente onde circulam estes dados, o Nuvem Brasil, que é absolutamente protegido e opera seguindo todas as regras da LGPD e todas as regras da ética na saúde que os profissionais têm que seguir”, declarou o ministro.
O governo afirma que a plataforma segue as regras da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e os protocolos de ética na saúde.
Ainda não foram divulgados detalhes sobre o fluxo de atendimento nem a data de início das novas medidas.
O Ministério da Saúde também pretende ampliar o atendimento em saúde mental por meio do Meu SUS Digital e de serviços de teleatendimento.
A proposta prevê assistência não apenas aos apostadores, mas também aos familiares afetados pelas consequências relacionadas às apostas.
Durante a coletiva, Padilha destacou os impactos das apostas sobre a saúde pública e a economia.
O ministro citou um estudo do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS), segundo o qual o custo social relacionado às apostas chega a R$ 38,8 bilhões por ano.
De acordo com a estimativa apresentada por Padilha, cerca de R$ 17 bilhões desse valor estariam relacionados aos custos associados a mortes adicionais por suicídios.
A ampliação das ações ocorre em meio às mudanças anunciadas pelo governo para enfrentar os impactos das apostas e oferecer atendimento de saúde às pessoas afetadas.
Da redação do 40 Graus...