
A produção de Dark Horse, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, gastou R$ 20,9 milhões no Brasil, segundo registros da Go Up Entertainment entregues à Polícia Federal (PF).
Os documentos fazem parte da investigação sobre o Banco Master e tiveram o sigilo retirado por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), na sexta-feira (11).
A produção entrou no radar da PF durante a apuração sobre a destinação de recursos relacionados ao filme. A investigação também analisa a participação de integrantes da família Bolsonaro nas negociações sobre o financiamento do longa.
Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro negam irregularidades.
Dirigido por Cyrus Nowrasteh, o filme retrata Bolsonaro durante a campanha presidencial de 2018 e aborda o episódio da facada sofrida por ele em Juiz de Fora (MG).
O personagem principal é interpretado pelo norte-americano Jim Caviezel, conhecido por viver Jesus Cristo em A Paixão de Cristo.
As despesas com hotéis somaram R$ 1,42 milhão. Desse total, R$ 733,9 mil foram atribuídos à hospedagem de Caviezel.
O ator ficou hospedado no Hotel Unique, em São Paulo, acompanhado do agente e de seguranças.
Um dos pagamentos, realizado em 30 de dezembro de 2025, chegou a R$ 298,3 mil. A descrição incluía hospedagem, gorjetas e massagens, sem detalhar quanto foi destinado a cada serviço.
Também consta uma fatura de R$ 54,3 mil referente à passagem aérea do ator. O valor não está incluído nas despesas de hospedagem.
A produção pagou R$ 10 mil pelo aluguel de uma peruca usada por Caviezel.
Também foram registrados R$ 3 mil pela locação de apliques utilizados na caracterização da personagem de Michelle Bolsonaro.
Outros R$ 5,5 mil foram destinados à compra de uma peruca para um dublê e de um kit de dreadlocks para outra personagem. Os documentos não informam o valor individual de cada item.
As despesas com figurino chegaram a R$ 518,5 mil.
Desse montante, R$ 210 mil foram pagos à equipe responsável pela área, distribuídos em 26 pagamentos.
A produção desembolsou ainda R$ 157,5 mil com locação de peças e acervo, R$ 120 mil com transporte dos itens e R$ 30,9 mil com serviços de costura, bordado e lavanderia.
A logística da produção incluiu 81 pagamentos relacionados a motoristas, vans e caminhões, totalizando R$ 375,9 mil.
Outros quatro pagamentos, destinados à aquisição de veículos, somaram R$ 402,7 mil.
Também foram registrados 32 gastos com estacionamento, que chegaram a aproximadamente R$ 14 mil.
Da redação do 40 Graus.