
Ao tomar posse para o terceiro mandato à frente da Universidade Federal da Bahia (Ufba), o reitor João Carlos Salles defendeu o ensino superior público e a autonomia universitária.
Em seu discurso, afirmou que a Ufba deve reafirmar seu “mandato social” e não se submeter exclusivamente à lógica do mercado, da produtividade e dos resultados. Para Salles, ciência, cultura, arte e formação humanística são essenciais para a universidade.
O reitor também criticou a dependência de emendas parlamentares e o atual modelo de financiamento das universidades federais. Segundo ele, a Ufba deve preservar sua capacidade de produzir conhecimento sem se tornar apenas uma prestadora de serviços ao mercado.
Salles ainda comentou propostas em disputa nas eleições de 2026, sem declarar apoio a candidatos. Criticou a ideia de transferir as universidades federais do Ministério da Educação para o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e cobrou do campo progressista mais recursos para a manutenção das instituições.
Citando nomes como Maiakovski, Marighella, Susan Sontag e Stefan Zweig, o reitor encerrou defendendo que a Ufba transforme as dificuldades atuais em um projeto de longo prazo e seja capaz de “arrancar alegria ao futuro”.
Da redção do Graus.