
Entregadores de aplicativos em Salvador aderiram ao Breque Nacional dos Apps, movimento que cobra melhorias nas condições de trabalho e mudanças na remuneração paga pelas plataformas.
Entre as principais reivindicações está uma taxa mínima de R$ 10 por viagem de até 4 quilômetros, com adicional de R$ 2,50 por quilômetro excedente. Durante a paralisação, os profissionais são orientados a permanecer off-line nos aplicativos.
O diretor da Associação dos Motoristas e Motociclistas por Aplicativo da Bahia (Amaba), José Sousa, afirmou que a categoria pretende pressionar o governo federal pela criação de uma Medida Provisória (MP) que estabeleça valores mínimos para os serviços.
Segundo ele, os custos de operação são elevados e comprometem a renda dos trabalhadores. A categoria também defende uma tecnologia própria, administrada pelos profissionais e sem custos para os trabalhadores.
Sousa afirmou que a adesão entre motoristas de passageiros não foi total, mas que o movimento teve forte participação dos entregadores. Caso não haja resposta do governo, uma nova manifestação deverá ser realizada.
A categoria também critica o PLP 152, que está em tramitação no Congresso, mas não avançou. Os trabalhadores defendem uma solução semelhante à adotada para os caminhoneiros por meio da Lei 15.485.
A legislação prevê, entre outras medidas, piso mínimo, reajustes vinculados ao preço dos combustíveis, maior fiscalização e punições para empresas que descumprirem as regras.
Para os entregadores, um modelo semelhante poderia garantir maior previsibilidade de renda e reduzir o impacto dos custos de combustível e manutenção.
Da redação do 40 Graus.