
A trajetória de Belchior chega aos cinemas em “Viver é Melhor que Sonhar”, cinebiografia dirigida por Eduardo Albergaria. O filme investiga um dos períodos mais enigmáticos da vida do cantor e compositor cearense: os dez anos em que ele ficou longe dos holofotes.
No formato de road movie, a produção acompanha Belchior e Edna durante uma longa viagem pela América Latina. O casal atravessa cidades e fronteiras do Brasil e do Uruguai, enquanto enfrenta uma rotina marcada por dificuldades, contas bloqueadas e mandados.
Durante a jornada, Belchior tenta abandonar a identidade e o patrimônio construídos ao longo da carreira. Mesmo assim, o cantor continua sendo reconhecido por fãs, que passam a ter papel importante na sobrevivência do casal.
Em diferentes momentos, admiradores oferecem abrigo, assistência e solidariedade, ajudando os dois a seguir viagem enquanto o artista tentava desaparecer da vida pública.
O cantor é interpretado por Luiz Carlos Vasconcelos, enquanto Isabela Garcia vive Edna. O elenco também reúne Karine Teles, Augusto Madeira, Lucas Penteado, Nabiyah Be, Márcio Vito, Marina Provenzzano, Lolla Belli e o argentino Luciano Cáceres.
O projeto começou a ser desenvolvido há dez anos, inspirado na reportagem “A Divina Tragédia de Belchior”, de Marcelo Bortoloti, e no livro “Belchior: Apenas um rapaz latino-americano”, de Jotabê Medeiros.
Para reconstruir a história, a equipe realizou 78 entrevistas no Ceará, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Uruguai. Também foram consultados documentos, imagens, livros e arquivos particulares.
Produzido pela Urca Filmes, em coprodução com a H2O Produções e distribuição da H2O Films, o filme estreia nos cinemas brasileiros em 3 de dezembro de 2026.
A chegada às telas ocorre em um ano simbólico: Belchior completaria 80 anos, enquanto o clássico álbum “Alucinação”, lançado em 1976, completa 50 anos.
Da Redação...