
PORTO SEGURO — Uma força-tarefa para conter o avanço de uma espécie invasora retirou cerca de 500 peixes-leão do mar em apenas um mês, em Porto Seguro, no extremo sul da Bahia.
A ação é realizada pela Colônia de Pescadores em parceria com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Causa Animal (Semac).
Como incentivo à captura, os pescadores recebem R$ 10 por cada exemplar entregue às autoridades. O programa será mantido por mais 30 dias.
Originário do Indo-Pacífico, o peixe-leão é considerado uma ameaça ao ecossistema por apresentar rápida reprodução, comportamento predatório e ausência de predadores naturais capazes de controlar sua população.
Na Bahia, os primeiros registros foram identificados em 2025, em Maraú, no baixo sul do estado. Desde então, novos casos passaram a ser registrados no litoral baiano.
O animal também representa risco à saúde humana. Exemplares adultos podem apresentar até 18 espinhos venenosos, capazes de provocar dor intensa, náuseas e, em casos mais graves, convulsões.
Após a captura, os animais são entregues à Colônia de Pescadores e encaminhados à Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB).
Pesquisadores analisam peso, tamanho, alimentação, genética, origem e comportamento dos exemplares. Os dados devem ajudar a identificar a expansão da espécie e orientar novas medidas de controle.
A operação busca evitar que o peixe-leão avance sobre espécies nativas, comprometendo o equilíbrio dos ambientes marinhos e a própria atividade pesqueira.
ALERTA: o peixe-leão não deve ser manipulado diretamente. Em caso de contato com os espinhos, a orientação é procurar atendimento médico imediatamente.
Da Redação...