
Mais de 120 mil famílias piauienses deixaram o programa Bolsa Família entre março de 2023, quando o benefício foi retomado pelo Governo Federal, e maio de 2026. A saída ocorreu porque essas famílias conseguiram aumentar a renda, seja por meio de empregos com carteira assinada ou do empreendedorismo, superando os limites estabelecidos para permanência no programa.
De acordo com os dados divulgados, somente em maio de 2026, cerca de 5,9 mil famílias deixaram de receber o benefício no estado.
A capital Teresina registrou o maior número de famílias que deixaram o programa no período, com 1.310 desligamentos. Na sequência aparecem os municípios de:
Parnaíba – 208 famílias;
União – 152 famílias;
Picos – 147 famílias;
Campo Maior – 125 famílias;
Pedro II – 116 famílias;
Piripiri – 101 famílias;
Barras – 85 famílias;
Esperantina – 85 famílias;
Piracuruca – 85 famílias.
Esses municípios completam a lista das cidades piauienses com maior número de famílias que conseguiram superar a situação de pobreza e deixaram o Bolsa Família.
Em nível nacional, mais de 5,1 milhões de famílias deixaram o Bolsa Família entre março de 2023 e maio de 2026 após ampliarem a renda familiar.
Os estados com os maiores números de desligamentos foram:
São Paulo – 745,6 mil famílias;
Distrito Federal – 546 mil famílias;
Bahia – 487,6 mil famílias;
Minas Gerais – 430,2 mil famílias;
Rio de Janeiro – 393,7 mil famílias.
Entre as capitais brasileiras, São Paulo liderou o número de famílias que deixaram o programa apenas em maio de 2026, com 7.312 desligamentos.
Na sequência aparecem:
Rio de Janeiro – 4.387;
Fortaleza – 3.790;
Salvador – 3.095;
Brasília – 1.896.
Criada no novo modelo do Bolsa Família, a Regra de Proteção permite que famílias que aumentam a renda continuem recebendo parte do benefício durante um período de transição.
Mesmo após ultrapassar o limite de R$ 218 por pessoa da família, os beneficiários podem permanecer no programa recebendo 50% do valor do benefício por até 12 meses, desde que a renda familiar per capita não ultrapasse R$ 706.
Segundo o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, a medida estimula a inserção produtiva das famílias.
“O novo modelo estimula o emprego. Só de 2023 para cá, 5,1 milhões de famílias saíram da pobreza. Saíram do Bolsa Família porque passaram a ter um emprego ou começaram a empreender”, afirmou o ministro.
Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) cruzados com informações do Cadastro Único (CadÚnico) mostram que 80% das vagas com carteira assinada criadas no primeiro trimestre de 2026 foram ocupadas por pessoas inscritas nos programas sociais do governo.
Para Wellington Dias, os números demonstram a participação dos beneficiários no mercado formal de trabalho.
“Os números confirmam as estatísticas relacionadas à presença dos beneficiários no mercado formal e refutam afirmações infundadas de que as famílias não querem arranjar emprego”, destacou.
Além disso, um estudo da FGV Social apontou que a renda do trabalho das pessoas mais pobres cresceu 10,7% em 2025, percentual superior à média nacional. O resultado foi impulsionado pela geração de empregos formais e pela aplicação da Regra de Proteção do Bolsa Família.
Da Redação...