
Durante discurso na tribuna da Câmara Municipal de Barreiras, a vereadora Tetéia fez duras críticas à administração do prefeito Otoniel ao abordar a proposta de empréstimo de R$ 146 milhões, onde supostamente parte seria destinada, entre outras ações, à construção da Casa do Autista.
Em tom de cobrança, a parlamentar destacou que o município de Barreiras arrecada “quase três milhões de reais por dia” nos cofres da Prefeitura Municipal, questionando a justificativa financeira utilizada pela gestão para defender a contratação do financiamento.
“É falta de gestão ou falta de dinheiro?”, perguntou a vereadora durante o pronunciamento.
A fala ocorreu em meio ao debate político sobre o pedido de empréstimo de R$ 146 milhões, apresentado pela administração municipal. Segundo a vereadora, causa estranheza o fato de uma obra considerada essencial para famílias de pessoas com autismo depender diretamente da aprovação e do êxito de uma operação de crédito milionária.
O questionamento levantado pela parlamentar se apoia em uma lógica simples: se o município possui uma arrecadação diária tão elevada, por que serviços e estruturas consideradas prioritárias ainda não foram executados com recursos próprios?
A crítica não ignora a importância da Casa do Autista, mas expõe uma preocupação crescente da população sobre a forma como os recursos públicos vêm sendo administrados.
Na prática, o debate deixa de ser apenas financeiro e passa a atingir o campo da administração pública. Afinal, quando uma cidade movimenta cifras milionárias diariamente, torna-se difícil sustentar a narrativa de absoluta ausência de recursos.
Nesse cenário, ganha força a percepção de que o problema pode estar ligado à definição de prioridades, planejamento e eficiência da gestão.
A vereadora também reforçou que a população tem cumprido a sua parte ao trabalhar, consumir e pagar seus impostos. Por isso, segundo ela, a sociedade tem o direito de cobrar transparência e resultados concretos da prefeitura.
A discussão em torno da Casa do Autista evidencia um ponto sensível da política local: obras sociais de grande impacto não deveriam depender exclusivamente de novos endividamentos quando há uma arrecadação robusta entrando diariamente nos cofres públicos.
O tema agora passa a ser não apenas uma questão técnica, mas também política e moral diante da população de Barreiras.
Da Redação do 40 Graus.