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Ministro Flávio Dino relata ameaça de funcionária de companhia aérea e pede campanhas de educação cívica

Magistrado do STF afirmou que episódio pode refletir aumento da intolerância política com a aproximação do período eleitoral.

F. Silva
Por: F. Silva Fonte: Com informações do BNews
18/05/2026 às 18h38
Ministro Flávio Dino relata ameaça de funcionária de companhia aérea e pede campanhas de educação cívica

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, relatou nesta segunda-feira (18), ter sido alvo de uma ameaça feita por uma funcionária de uma companhia aérea. Segundo o magistrado, a funcionária teria afirmado que era “melhor matar do que xingar” o ministro após visualizar o nome dele em um cartão de embarque.

De acordo com Dino, a declaração teria sido direcionada a um policial judicial que o acompanhava no momento do embarque. O ministro afirmou que decidiu tornar o caso público por entender que a situação extrapola o âmbito pessoal e representa uma questão de interesse coletivo.

“Só escrevo esse relato por não ser uma situação de interesse exclusivamente pessoal, e sim coletivo. Imaginemos que outros funcionários, da mesma ou outra empresa aérea, sejam contaminados com idêntico ódio. Isso pode significar até riscos para segurança de aeroportos e de voos e, por conseguinte, de outros passageiros”, declarou.

O magistrado defendeu que empresas, especialmente aquelas que mantêm contato direto com o público, promovam campanhas internas de educação cívica e incentivo ao respeito às diferenças políticas e ideológicas.

“Cada um tem sua opinião, suas simpatias e o seu voto individual. Mas um cidadão não pode ter receio de sofrer uma agressão de um funcionário de uma empresa ao consumir um serviço ou produto”, afirmou Dino.

O ministro também ponderou que o episódio pode ter sido um caso isolado, mas alertou para a possibilidade de crescimento de manifestações de ódio em razão da aproximação do calendário eleitoral. Segundo ele, períodos eleitorais tendem a intensificar conflitos e discursos de intolerância política.

“Então é melhor prevenir. Essa é a sugestão para as empresas e entidades empresariais: orientem e estimulem com campanhas educativas os seus prestadores de serviço a manter o respeito a todas as pessoas, independentemente de preferências, simpatias e opiniões. Será o melhor para a empresa e para os consumidores. Será o melhor para o Brasil”, concluiu.

Da Redação...

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