A sexta-feira, 15 de maio de 2026, foi marcada por um verdadeiro "terremoto político" em Barreiras. Mais de 30 servidores públicos municipais foram exonerados pela gestão do prefeito Otoniel Teixeira, provocando forte repercussão nos bastidores da política local e um clima de apreensão entre funcionários da prefeitura.
As exonerações atingiram profissionais de diferentes áreas da administração pública, incluindo Educação, Saúde, Infraestrutura e Obras, Esporte Juventude e Lazer, Cultura e Turismo, Assistência Social e Trabalho, Agricultura e Tecnologia - oficialmente, aliados do governo afirmam que a medida pode fazer parte de um processo de “enxugamento da máquina pública” e contenção de despesas.
No entanto, nos corredores da política barreirense, a versão que circula é outra — e bem mais delicada.
Segundo relatos de bastidores, as exonerações estariam diretamente ligadas à pressão exercida para aprovação de um novo empréstimo milionário de R$ 140 milhões, que deverá passar pela Câmara Municipal.
O projeto seria defendido pelo atual prefeito Otoniel e também pelo ex-prefeito Zito Barbosa, hoje apontado como pré-candidato a deputado federal em 2026.
A situação ganhou ainda mais tensão após comentários de que parte dos servidores exonerados teria ligação política com a vereadora Tetéia. A parlamentar, segundo informações dos bastidores, teria se posicionado contra a aprovação do novo empréstimo por considerar que o município já enfrenta um nível elevado de endividamento.
E o número realmente chama atenção.
Nos bastidores da política local, comenta-se que a dívida do município já alcançaria cerca de R$ 955,5 milhões, um valor considerado extremamente alto para a realidade financeira de Barreiras.
Embora os números oficiais ainda gerem debates, a percepção popular é de que a cidade estaria entrando em uma perigosa dependência de operações de crédito.
A gestão municipal argumenta que o novo empréstimo seria necessário para concluir obras importantes, como o Hospital Municipal Edisonnina Neves, além da construção da chamada Terceira Ponte sobre o Rio Grande. O governo também afirma que os recursos ajudariam em investimentos voltados à causa autista, programas para idosos e outras ações sociais.
Apesar disso, o discurso da oposição é duro.
Críticos da administração afirmam que parte desse montante poderia acabar fortalecendo articulações políticas ligadas ao projeto eleitoral do pré-candidato a deputado federal Zito Barbosa. Nas redes sociais, grande parte da soviedade já classifica o Hospital Edisonnina como um “elefante branco”, já que a obra se arrasta há anos sem conclusão definitiva.
O clima na cidade ficou ainda mais pesado após as exonerações. Entre servidores públicos, o sentimento predominante é de insegurança. Muitos passaram o dia “de orelha em pé”, temendo novas demissões nos próximos dias. - E não é pra menos.
Em grupos de WhatsApp e nas redes sociais, o assunto dominou as conversas. A avaliação de muitos observadores políticos é de que as exonerações funcionaram como um “recado” aos vereadores que ainda resistem ao projeto do empréstimo.
Nos bastidores, a leitura é simples e preocupante: parlamentares que votarem contra o projeto poderiam perder espaço político dentro da prefeitura, com a exoneração de indicados ligados aos seus grupos.
Se verdadeira essa interpretação, o episódio levanta um debate delicado sobre os limites entre gestão administrativa e pressão política do poder Executivo sobre o Legislativo.
Enquanto isso, dezenas de famílias agora convivem com a incerteza provocada pela perda de seus empregos — em uma cidade onde cargos públicos ainda representam o principal sustento de muitas casas.
E no centro de toda essa turbulência, permanece a pergunta que ecoa entre os servidores, vereadores e a população: afinal, o novo empréstimo é realmente uma necessidade administrativa ou apenas mais um capítulo da intensa disputa política que domina Barreiras?
Da Redação do 40 Graus.
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