O jornalista e ex-deputado federal Jean Wyllys afirmou que o negacionismo em torno da ditadura militar brasileira evidencia um problema estrutural no país. Segundo ele, a desinformação ainda leva parte da população a desacreditar de fatos amplamente documentados.
Em entrevista ao Jornal da Cidade, Wyllys destacou que há pessoas que questionam até mesmo relatos de tortura ocorridos durante o regime militar. “Tem gente que não acredita nisso até hoje. Quem não acredita é gente enganada pela desinformação”, declarou, ao mencionar registros históricos do período.
O ex-parlamentar relembrou o impacto que sofreu ainda na adolescência ao entrar em contato com testemunhos de vítimas da ditadura. Ele ressaltou a gravidade das violações cometidas pelo Estado.
“É lamentável que alguém duvide que houve tortura, porque existem sobreviventes”, afirmou. Wyllys também criticou discursos que defendem a volta do regime militar: “Tem gente que duvida e ainda defende a volta da tortura”, pontuou.
Para o jornalista, o Brasil enfrenta dificuldades em lidar com seu passado, o que contribui para a distorção de fatos históricos. Ele argumenta que a ausência de um processo consistente de memória e reflexão abre espaço para interpretações equivocadas.
“O Brasil é um país que não faz os devidos lutos. Não fazemos um trabalho de memória”, explicou. Segundo ele, a falta de reflexão sobre períodos como a escravidão e a ditadura permite que novas gerações relativizem ou até romantizem regimes autoritários.
Wyllys também comentou o papel das Forças Armadas na formação política brasileira, relacionando episódios históricos à instabilidade institucional do país.
“A própria República foi proclamada por militares”, afirmou. Para ele, essa origem influencia o desenvolvimento político nacional e mantém a presença militar como fator de tensão na vida civil.
O ex-deputado concluiu que a construção de uma democracia sólida passa necessariamente pelo reconhecimento crítico da história e pelo enfrentamento da desinformação.
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