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Violência em Belém: estudantes de Direito são investigados por atacar homem em situação de rua com arma de choque

Caso ocorreu em frente ao Centro Universitário do Estado do Pará (Cesupa) e mobilizou Polícia Civil, MPF e Assembleia Legislativa do Pará.

F. Silva
Por: F. Silva Fonte: Com informações do BNews
14/04/2026 às 13h23
Violência em Belém: estudantes de Direito são investigados por atacar homem em situação de rua com arma de choque

Um homem em situação de rua foi alvo de descargas elétricas na porta de uma universidade particular em Belém (PA), na manhã de segunda-feira (13). Imagens que circularam nas redes sociais mostram a vítima sendo surpreendida por trás e atingida repetidas vezes por uma arma de choque, sem entender o que estava acontecendo.

A Polícia Civil identificou dois estudantes de Direito envolvidos: Altemar Sarmento Filho, apontado como autor das descargas, e Antonio Coelho, responsável por filmar a ação. Um deles foi conduzido à delegacia, prestou depoimento e foi liberado. Até o momento, a defesa não foi localizada.

Os vídeos registram momentos de agressão seguidos de risadas, o que intensificou a repercussão do caso. Há relatos não confirmados de que o episódio poderia estar relacionado a uma suposta dinâmica de “verdade ou desafio”, além de indícios de ocorrências semelhantes anteriores envolvendo pessoas em situação de vulnerabilidade.

Testemunhas afirmam que entregadores que passavam pela avenida Alcindo Cacela tentaram intervir, mas os suspeitos correram para dentro do Centro Universitário do Estado do Pará (Cesupa), onde os trabalhadores foram impedidos de entrar por seguranças.

O caso foi registrado na Seccional de São Brás, e um inquérito foi aberto para apurar as circunstâncias da agressão. Até agora, não há informações atualizadas sobre o estado de saúde da vítima.

A repercussão também levou o Ministério Público Federal (MPF) a abrir apuração por meio da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão no Pará, que solicitou esclarecimentos à instituição de ensino em até 48 horas. O órgão também informou que encaminhará representação ao Ministério Público do Estado do Pará, responsável pela investigação criminal.

O episódio chegou ainda à Assembleia Legislativa do Pará, onde a deputada Lívia Duarte (Psol) cobrou providências. Em documentos oficiais, ela classificou a agressão como possível caso de lesão corporal ou tortura, além de apontar humilhação e aporofobia — discriminação contra pessoas pobres — e solicitou acesso às imagens das câmeras de segurança, bem como a identificação completa dos envolvidos.

Da redação do 40 Graus.

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