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Operação da PF afasta dois desembargadores do TJMA por suspeita de venda de decisões

Investigação do STJ aponta corrupção, lavagem de dinheiro e esquema de favorecimento em litígios agrários milionários no Maranhão.

01/04/2026 09h02
Por: F. Silva Fonte: Com informações do BNews
Operação da PF afasta dois desembargadores do TJMA por suspeita de venda de decisões

Dois desembargadores do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) foram afastados de suas funções por determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ), após a deflagração da Operação Inauditus pela Polícia Federal (PF), nesta quarta-feira (1º).

A operação cumpre 25 mandados de busca e apreensão e investiga crimes de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa relacionados à suposta negociação de decisões judiciais dentro do TJMA.

Segundo apuração da CNN Brasil, as investigações identificaram um esquema de direcionamento de decisões judiciais, distribuição de processos por prevenção e atuação conjunta entre magistrados e assessores para beneficiar partes envolvidas em disputas agrárias milionárias, mediante pagamento de vantagens indevidas.

O inquérito também aponta a existência de uma “celeridade seletiva” na tramitação dos processos, favorecendo determinados interesses dentro da Corte.

De acordo com a PF, foram identificadas movimentações financeiras suspeitas, com indícios de triangulação e ocultação da origem ilícita dos recursos. O principal operador do esquema foi preso preventivamente.

Além dos desembargadores afastados, outros servidores do Tribunal também foram retirados de suas funções, proibidos de acessar as dependências do TJMA e de manter contato com os demais investigados.

Seis pessoas passaram a ser monitoradas eletronicamente. A Justiça também determinou o bloqueio e sequestro de bens dos principais envolvidos, até o valor total de R$ 50 milhões.

As medidas judiciais foram cumpridas em gabinetes, escritórios de advocacia e empresas localizadas em cidades do Maranhão, como São Luís, São José de Ribamar, Arari, Balsas, Bacabal e Guimarães, além de Fortaleza (CE), São Paulo (SP) e Lagoa Seca (PB).

Somadas, as penas máximas para os crimes investigados podem chegar a 42 anos de prisão.

Da Redação.

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