
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro solicitou à Vara de Execuções Penais (VEP) que o goleiro Bruno Fernandes retorne ao regime fechado. O pedido se baseia em uma série de descumprimentos das condições impostas durante o regime semiaberto com prisão domiciliar.
Segundo o MP, o ex-jogador deixou de atualizar seu endereço por cerca de três anos, não respeitou horários de recolhimento e frequentou locais proibidos, como o Estádio do Maracanã, em fevereiro. Além disso, ele teria realizado viagens sem autorização judicial, incluindo deslocamentos para Minas Gerais e para o Acre.
A Vara de Execuções Penais já havia negado um recurso apresentado pela defesa do goleiro. Desde então, Bruno é considerado foragido. Um mandado de prisão foi expedido no dia 5 de março, após a Justiça entender que ele descumpriu condições da liberdade condicional ao não se apresentar para retornar ao regime semiaberto.
De acordo com o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, uma das infrações mais recentes ocorreu no dia 15 de fevereiro, quando Bruno teria viajado ao Acre para atuar pelo Vasco-AC, apesar de estar proibido de deixar o estado do Rio de Janeiro.
Bruno Fernandes foi preso em 2010 pelo assassinato da ex-namorada Eliza Samudio, em um crime que ganhou repercussão internacional. Em 2013, ele foi condenado a mais de 22 anos de prisão pelos crimes de homicídio, ocultação de cadáver, sequestro e cárcere privado.
As investigações concluíram que Eliza foi morta após cobrar o reconhecimento de paternidade do filho que teve com o goleiro, Bruninho Samudio. Em 2023, Bruno obteve o benefício da liberdade condicional, agora ameaçado pelas recentes violações das regras impostas pela Justiça.
Da Redação.