
O tenente-coronel da Polícia Militar de São Paulo, Geraldo Leite Rosa Neto, preso na última quarta-feira (19) sob suspeita de feminicídio da esposa, Gisele Alves Santana, realizou 19 ligações em um intervalo de 16 minutos na noite da morte, segundo relatório de análise de seu celular.
As informações foram divulgadas pelo colunista Josmar Jozino, do UOL, que teve acesso aos dados.
De acordo com o documento, uma vizinha do casal relatou ter ouvido um estampido por volta das 7h28 do dia 18 de fevereiro. A primeira ligação feita pelo oficial ocorreu 27 minutos depois, para o número 190, da Polícia Militar, mas ele não aguardou o atendimento.
Na sequência, o tenente-coronel tentou contato com um coronel da corporação, seu superior hierárquico, mas não obteve resposta. Em seguida, realizou uma nova chamada ao 190, encerrada em apenas cinco segundos.
Logo depois, voltou a ligar para o comandante, com quem conseguiu falar por 58 segundos. Após essa conversa, o oficial entrou novamente em contato com o serviço de emergência, permanecendo na linha por 3 minutos e 12 segundos.
“A sequência demonstra que, antes de acionar formalmente o socorro, o investigado optou por comunicar o ocorrido ao seu comandante”, destaca o relatório. Ao todo, foram sete tentativas de ligação para o superior.
Além disso, outras dez chamadas foram realizadas no mesmo intervalo de tempo. Entre os contatos, seis foram destinadas ao desembargador Marco Antônio Pinheiro Machado Cogan, do Tribunal de Justiça de São Paulo.
Segundo informações, o magistrado esteve no apartamento após o telefonema. A defesa do desembargador afirmou que ele foi acionado na condição de amigo de Geraldo e que quaisquer esclarecimentos serão prestados às autoridades competentes.
Da Redação do 40 Graus.