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Política CPMI do INSS

Base governista acusa presidente da CPMI do INSS de erro na contagem de votos

Parlamentares contestam aprovação de quebra de sigilo de Lulinha e anunciam representação contra Carlos Viana no Conselho de Ética.

26/02/2026 22h16
Por: F. Silva Fonte: Com informações do Metro1
Base governista acusa presidente da CPMI do INSS de erro na contagem de votos

Parlamentares da base aliada do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contestaram o resultado de uma votação realizada nesta quinta-feira (26) na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS e acusaram o presidente do colegiado, Carlos Viana (Podemos-MG), de erro — e até de possível fraude — na contagem dos votos.

A controvérsia ocorreu durante sessão que aprovou, entre outros requerimentos, a quebra de sigilos de Fábio Luís da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente da República. A decisão provocou tumulto, troca de acusações e a interrupção temporária da reunião.

Segundo parlamentares governistas, imagens da transmissão oficial da TV Senado indicam que ao menos 14 integrantes da base votaram contra o requerimento. No entanto, ao anunciar o resultado, Carlos Viana contabilizou apenas sete votos contrários, declarando a aprovação da medida.

Entre os nomes apontados pelos governistas como votos contrários estão os senadores Soraya Thronicke, Randolfe Rodrigues, Jussara Lima, Jaques Wagner e Tereza Leitão, além dos deputados Damião Feliciano, Átila Lira, Cléber Verde, Orlando Silva, Romero Rodrigues, Paulo Pimenta, Alencar Santana, Neto Carleto e Rogério Correia.

Em resposta às acusações, Carlos Viana afirmou que, mesmo considerando 14 votos contrários, o governo ainda teria sido derrotado, uma vez que o quórum da sessão registrava 31 parlamentares presentes. Já os governistas rebateram, alegando que o painel eletrônico somava titulares e suplentes, o que teria inflado o número total de presentes.

Após o encerramento da sessão, deputados e senadores da base procuraram o presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), para questionar formalmente o resultado da votação. O grupo também anunciou que irá protocolar uma representação contra Carlos Viana no Conselho de Ética do Senado.

Da Redação.

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