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Canal da Vila Dulce volta a ameaçar moradores dois anos após denúncias ignoradas

A vereadora Carmélia da Mata retorna ao local com morador que perdeu a casa e cobra uma solução definitiva para o problema que se agravou com o tempo.

F. Silva
Por: F. Silva Fonte: Por Navalhada/DenuncBarreiras
02/02/2026 às 10h08 Atualizada em 02/02/2026 às 11h33
Canal da Vila Dulce volta a ameaçar moradores dois anos após denúncias ignoradas

Dois anos após a primeira denúncia feita pela vereadora Carmélia da Mata, o canal da Vila Dulce, em Barreiras, segue com o problema sem solução e hoje apresenta um cenário ainda mais preocupante. O que antes era um alerta, agora se transformou em prejuízo concreto e risco iminente à vida de moradores da região.

Na época da denúncia inicial, a vereadora foi acusada por integrantes da administração municipal de agir por motivação eleitoral. No entanto, o retorno ao local, ao lado do morador Manoel, evidencia que o problema não apenas persistiu, como se agravou.

Manoel, que participou da denúncia original, "era proprietário de uma residência às margens do canal" — dito era, no passado, porque hoje, a casa já não existe mais, foi engolida pelo avanço da erosão provocada pelo esbarreiramento - afinal, em Barreiras, tem que esbarreirar.

Segundo o morador, Carmélia da Mata foi a única vereadora que teve coragem de denunciar a situação naquele momento. A afirmação, embora revele reconhecimento à atuação da parlamentar, também levanta questionamentos: Barreiras conta com 19 vereadores, e a ausência de posicionamento coletivo diante de um problema dessa gravidade chama a atenção.

Manoel relata ainda que, à época da primeira denúncia, enfrentou resistência e perseguição, alegando que integrantes da administração municipal se recusavam a recebê-lo. Hoje, segundo ele, o medo ficou para trás. “Não vivemos mais no coronelismo”, afirma, reforçando que agora tem coragem de expor a realidade enfrentada pelos moradores da Vila Dulce.

O canal recebe um grande volume de água e, em períodos chuvosos, transborda, provocando alagamentos e prejuízos a diversas famílias. Durante a nova denúncia, Carmélia e Manoel mostram residências já condenadas estruturalmente, com risco real de desabamento e de pessoas serem arrastadas pelo canal — um cenário que coloca vidas em perigo.

Em tom crítico, Manoel questiona as prioridades da atual gestão municipal, afirmando que recursos públicos estariam sendo direcionados para áreas de lazer enquanto problemas básicos de segurança, infraestrutura e qualidade de vida permanecem sem resposta em bairros como a Vila Dulce.

A denúncia reforça um princípio básico da administração pública - se todos os cidadãos pagam impostos e, portanto, têm direitos iguais. Moradores da Vila Dulce, assim como os de bairros como Renato Gonçalves e Vila Luz, merecem atenção, investimentos e políticas públicas que garantam dignidade e segurança.

Diante do cenário apresentado, a cobrança é legítima. A prefeitura tem o dever de agir antes que o pior aconteça. Prevenir, neste caso, não é apenas uma escolha administrativa — é uma obrigação. Afinal, como diz o ditado popular, "é melhor prevenir do que remediar".

P. S. “Dois anos depois, o problema cresceu. A resposta, não. Vamos lá prefeito!”.

Por Navalhada.

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