
O ex-governador da Bahia afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve promover apenas ajustes pontuais nos ministérios diante da necessidade de afastamento de ministros que pretendem concorrer às eleições de outubro. Segundo ele, a orientação do Planalto é preservar, sempre que possível, as equipes já em funcionamento, garantindo a continuidade de projetos, programas e obras do governo federal.
De acordo com a avaliação do ex-governador, a tendência é que secretários-executivos assumam a chefia das pastas cujos titulares precisarão deixar os cargos para disputar as eleições. A estratégia, segundo ele, evita rupturas na condução administrativa e assegura estabilidade às ações em andamento.
“O presidente Lula está dando prioridade nas eventuais mudanças que ele vai ter que fazer nos ministérios para que se mantenham as equipes na essência. Um caso ou outro pode mudar aqui ou ali, evidente, mas, na essência, o presidente quer manter as equipes”, afirmou. Para ele, uma reformulação ampla neste momento poderia comprometer a execução de políticas públicas. “Não faz sentido nenhum, a seis meses da eleição, fazer uma mudança geral nas equipes, pois isso correria o risco de descontinuar projetos, programas, obras e ações”, completou.
Entre os nomes citados no contexto das possíveis transições está Miriam Belchior, quadro histórico do Partido dos Trabalhadores (PT). Veterana em administrações petistas, ela já ocupou cargos de destaque, como ministra do Planejamento, ministra-chefe da Casa Civil, presidente da Caixa Econômica Federal e coordenadora do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Miriam também ficou nacionalmente conhecida por ter sido esposa do ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel, assassinado em 2002, caso que marcou a história política do país.
A expectativa no governo é que eventuais substituições ocorram de forma técnica e planejada, sem alterações bruscas na estrutura ministerial, mantendo o foco na execução das políticas públicas até o fim do mandato.
Da Redação do 40 Graus.