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Política “Jaques Wagner”

Jaques Wagner defende unidade da base para 2026 e critica ACM Neto

Senador nega isolamento de Angelo Coronel, afirma que não haverá racha na chapa governista e relembra derrotas de aliados do ex-prefeito de Salvador.

27/01/2026 09h03
Por: F. Silva Fonte: Com informações do BNews
Jaques Wagner defende unidade da base para 2026 e critica ACM Neto

O senador Jaques Wagner (PT) afirmou que acredita na manutenção da unidade da chapa governista nas eleições de 2026 e negou que o grupo político esteja isolando o senador Angelo Coronel (PSD), que tenta a reeleição e é apontado como possível nome a trocar de legenda. A declaração foi dada nesta terça-feira (27), durante entrevista ao programa Giro Baiana, da rádio Baiana FM 89.3, comandado pelo jornalista José Eduardo.

Durante a conversa, Wagner também fez duras críticas ao ex-prefeito de Salvador e atual vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, pré-candidato ao Governo da Bahia contra o governador Jerônimo Rodrigues (PT). Segundo o senador, diversos aliados que apostaram politicamente em ACM Neto acabaram prejudicados.

“Eu tenho que rir. Vou fazer uma lista das pessoas que acreditaram no ex-prefeito e levaram fumo na carreira política. Eu não sou de aniquilar ninguém, ao contrário, todo mundo cresce. Não estamos isolando Coronel. Estamos com um problema, e ele faz parte do problema, como eu faço e Rui também”, declarou Wagner.

O senador citou nomes de políticos que, segundo ele, não prosperaram politicamente ao lado do ex-prefeito de Salvador. “Qual foi a prosperidade de José Ronaldo, que aceitou ser bucha de canhão em 2018? Foi para o Senado em uma e não foi para lugar nenhum. Acabou com Aleluia, Jutahy e Marcelo Nilo, que não sei para onde vai. Eu não consigo ver ninguém prosperando do lado de lá. Eu estou trabalhando para que não haja nenhum racha do lado de cá”, afirmou.

Sobre a situação de Angelo Coronel na chapa governista, Wagner revelou que apresentou alternativas ao senador. “Coronel foi presidente da Assembleia Legislativa da Bahia com mérito próprio. Foi senador e, modéstia à parte, fiz mais campanha para ele em 2018 do que para mim. Ele e Diego reconhecem isso. Eu sou de time, ninguém larga jogador machucado no meio de campo. Mas temos três pleiteantes para duas vagas. Já disse a ele que podemos ir juntos, ele pode ser meu suplente. Vai brigar apenas pelo orgulho de ser candidato? Não acredito”, afirmou o ex-governador.

Wagner também destacou manter uma relação próxima com Angelo Coronel e afirmou não acreditar em rompimento na base aliada. “Já comi muito mocotó na casa dele. Estivemos juntos em Brasília, eu, ele, Otto, Diego e a esposa dele, Eleusa. Tudo isso que estou dizendo aqui, já disse a ele há mais de um mês. É óbvio que ele não gostou, porque quer ser candidato. Lídice também queria ser candidata em 2018, e o grupo decidiu que fosse ele. Não há nenhuma hecatombe nova. Pelo contrário, converso com Diego e Coronel com frequência”, concluiu.


Da Redação do 40 Graus.

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