
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, determinou o arquivamento do pedido apresentado por deputados para afastar o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), da relatoria do processo que investiga o Banco Master.
A representação foi protocolada pelos deputados Adriana Ventura, Carlos Jordy e Caroline de Toni, que alegaram possível impedimento e suspeição do ministro. O questionamento teve como base uma viagem internacional realizada por Toffoli, em novembro de 2025, para Lima, no Peru, no mesmo avião em que estaria um advogado ligado à defesa de um dirigente do banco investigado.
Ao analisar o pedido, Paulo Gonet afirmou que não cabe qualquer medida por parte da Procuradoria-Geral da República. Segundo ele, o assunto já é objeto de apuração no próprio STF, com acompanhamento regular do Ministério Público. “Não há, portanto, qualquer providência a ser adotada no momento”, registrou.
A viagem ocorreu em 28 de novembro, véspera da final da Libertadores. No mesmo dia, Toffoli foi sorteado relator do processo após a apresentação de recurso por advogados vinculados ao caso. O ministro afirmou que os pedidos ao STF foram protocolados apenas após seu retorno ao Brasil e justificou o sigilo do inquérito pelo envolvimento de informações econômicas sensíveis.
Da Redação.