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De origem humilde à diplomacia: Douglas Almeida relata trajetória de superação até o Itamaraty

O diplomata compartilhou no Programa da Tarde, da TV Meio Norte, os desafios pessoais, o trabalho precoce e a persistência que marcaram sua aprovação após cinco tentativas.

F. Silva
Por: F. Silva Fonte: Com informações do Portal Meio Norte
19/01/2026 às 18h32 Atualizada em 19/01/2026 às 19h01
De origem humilde à diplomacia: Douglas Almeida relata trajetória de superação até o Itamaraty

Em entrevista ao Programa da Tarde, da TV Meio Norte, nesta segunda-feira (19), o diplomata Douglas Almeida compartilhou uma trajetória marcada por superação, trabalho desde cedo e persistência até a aprovação no concurso do Itamaraty.

Natural de Luziânia (GO), no Entorno do Distrito Federal, Douglas cresceu em uma família de origem humilde. Filho de uma diarista e de um pedreiro, começou a trabalhar ainda aos 13 anos, após a separação dos pais. Desde então, precisou conciliar estudo e trabalho para custear despesas básicas e garantir sua formação. Mesmo matriculado em escola pública, arcava com gastos de transporte e alimentação para estudar em Brasília.

Trabalho precoce e rotina intensa

Aos 15 anos, Douglas passou a trabalhar nos fins de semana como monitor de brinquedos infantis. Em seguida, atuou como garçom — profissão que exerceu por cerca de 12 anos, até os 27. Paralelamente à rotina exaustiva de trabalho, construiu uma sólida formação acadêmica: concluiu duas graduações, em Relações Internacionais e Letras, além de um mestrado.

Segundo ele, a principal fonte de inspiração sempre foi a mãe, responsável por transmitir valores como disciplina, perseverança e incentivo aos estudos.

Mudança de rumo após perda familiar

Douglas revelou que a carreira diplomática não era um objetivo inicial. Ao ingressar no curso de Relações Internacionais, em 2017, ainda trabalhava como garçom e pretendia atuar na área de internacionalização empresarial. No entanto, a morte da irmã, aos 21 anos, no mesmo ano, provocou profundas reflexões pessoais e o levou a redirecionar seus planos de vida.

Persistência até a aprovação

A preparação para o concurso do Itamaraty foi longa e desafiadora. Douglas tentou a seleção por cinco vezes até conquistar a aprovação. Ao longo do processo, enfrentou frustrações e dificuldades financeiras, superadas após receber uma bolsa de estudos por meio de um programa de ações afirmativas, que lhe permitiu dedicação exclusiva aos estudos entre maio de 2023 e janeiro de 2024.

Durante esse período, manteve uma rotina intensa, com jornadas de estudo que variavam entre 12 e 16 horas diárias.

Para o diplomata, a conquista representa não apenas o esforço individual, mas também a relevância de políticas públicas voltadas à ampliação do acesso a oportunidades, especialmente para jovens de origem socialmente vulnerável.

Do Portal Meio Norte.

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