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Entre a busca por uma “rapadurinha“ e um calor de ”40 Graus“ a veradora Carmélia da Mata afirma que a Feira Central de Barreiras pede socorro

Vereadora Carmélia da Mata madruga na feira, denuncia caos estrutural e cobra providências do prefeito Otoniel Teixeira.

F. Silva
Por: F. Silva Fonte: Da Redação do 40 Graus
18/01/2026 às 10h48 Atualizada em 18/01/2026 às 11h47
Entre a busca por uma “rapadurinha“ e um calor de ”40 Graus“ a veradora Carmélia da Mata afirma que a Feira Central de Barreiras pede socorro

Quem vê Carmélia da Mata circulando pela feira com uma sacolinha de rapadura na mão pode até pensar que é apenas mais uma frequentadora apaixonada pelos sabores da agricultura familiar. Mas não se engane: a rapadurinha virou símbolo — e quase metáfora — de uma denúncia "amarga" sobre a situação da Feira Livre de Barreiras.

Entre uma rapadura e outra, a vereadora encontrou foi calor, escuridão, desorganização e uma coleção de reclamações que fariam qualquer feirante suar ainda mais — mesmo antes do sol nascer.


Climatizador quebrado, paciência no limite

O sol de Barreiras não costuma dar trégua. Segundo os feirantes, dois climatizadores essenciais já estão quebrados há um bom tempo. A resposta da administração? Tudo “em processo licitatório”. Um processo tão longo que já virou personagem fixo da feira — sempre prometido, nunca resolvido.

Enquanto isso, trabalhadores enfrentam jornadas em condições que beiram o insalubre. Fica a pergunta que ecoa entre as bancas: até a licitação sair, quem aguenta o calor escaldante?


Escuridão, insegurança e brigas na madrugada

Carmélia fez o dever de casa — ou melhor, de rua. Chegou à feira por volta das quatro da manhã, horário crítico de carga e descarga de frutas, verduras, legumes e carnes. O que encontrou foi escuridão, falta de iluminação e risco constante para quem trabalha e circula no local.

Relatos de brigas frequentes reforçam a ausência de segurança e de organização. Para os feirantes, a situação já saiu do controle, e quem paga a conta é quem acorda cedo para garantir o sustento da família.


Área externa: um problema social à vista de todos

A vereadora também chamou atenção para a parte externa da feira, onde cenas de urina a céu aberto, consumo de drogas e conflitos se misturam à dura realidade de pessoas em situação de rua. Um problema social complexo, que exige políticas públicas sérias — e não o empurra-empurra de responsabilidades.


Apelo direto ao prefeito

Sem rodeios, Carmélia decidiu não acionar o secretário de Agricultura, por quem afirma ter estima, e enviou mensagem direta ao prefeito Otoniel Teixeira. O pedido é simples e urgente: sensibilidade, ação e respeito com quem movimenta a economia popular do município.

Segundo a vereadora, a Feira Central recebe gente da Nanica, do Barracão, do Mucambo e de todas as regiões de Barreiras. É o coração pulsante da agricultura familiar — e esse coração está superaquecido, mal iluminado e abandonado.


Rapadura doce, realidade amarga

Afinal, quem não gosta de feira? Quem não aprecia um produto natural, direto do produtor? A rapadurinha da Carmélia pode até adoçar o café, mas não adoça a realidade de quem trabalha sob "40 graus", no escuro, sem estrutura e sem respostas concretas.

Fica a expectativa — e a cobrança pública: será que o prefeito vai se compadecer e agir? Ou a feira seguirá derretendo no calor eterno das promessas e das licitações sem fim?

P. S. "Acho que vou fazer uma visitinha para a minha vereadora; quem sabe, ele me serve "um taco" daquela rapadura guardada no "bornal" ou até um cafezinho adoçado com a iguaria?".

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