
Ditadura... o que é e por que assombra muita gente?
Um regime autoritário em que o poder se concentra em uma pessoa, grupo ou partido, sem participação democrática da população. O conceito é antigo e simplista, mas voltou à tona na sessão desta terça-feira (26), na Câmara Municipal de Barreiras, sendo repetido diversas vezes por vereadores. Afinal, por que essa palavra tem causado tanto alvoroço no Legislativo?
A vereadora Carmélia da Mata puxou o coro e acusou gestões passadas de manterem um “sistema ditatorial” dentro da Casa. Em tom duro, ela afirmou que, no mandato anterior, sua voz foi “cassada e cerceada” em mais de uma ocasião, enquanto projetos importantes eram aprovados em regime de urgência, “na calada da noite”, sem leitura prévia. “Isso sim era uma ditadura”, disparou Carmélia, deixando no ar uma crítica direta ao antigo comando.
As declarações não soam como novidade para quem acompanha a política local, mas escancaram um clima de instabilidade que se arrasta desde a eleição de Yure Ramon para a presidência da Câmara.
Embora represente a oposição, Yure vem tentando manter um diálogo considerado democrático com os vereadores da base do prefeito Otoniel, mas as feridas do passado parecem longe de cicatrizar.
Em meio a discursos inflamados, a palavra “ditadura” virou arma política – usada não para explicar um regime, mas para reforçar narrativas.
O debate expôs que, mais do que divergências ideológicas, o que impera na Casa é um jogo de forças em busca de controle e espaço.
Por Navalhada/Barreiras 40 Graus.