Sexta, 03 de Julho de 2026
15°C 33°C
Barreiras, BA
Publicidade

STF manda PF investigar 964 planos de emendas não cadastrados, que somam R$ 694 milhões

Decisão de Flávio Dino determina apuração da falta de transparência, auditorias e novas regras para repasses a partir de 2026.

F. Silva
Por: F. Silva Fonte: Com informações do Portal Meio Norte
24/08/2025 às 19h04
STF manda PF investigar 964 planos de emendas não cadastrados, que somam R$ 694 milhões

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, determinou que a Polícia Federal (PF) abra inquéritos para investigar 964 planos de trabalho referentes a emendas parlamentares individuais que não foram devidamente cadastrados no sistema oficial do governo. Segundo nota técnica do Tribunal de Contas da União (TCU), os repasses somam R$ 694,6 milhões.

As emendas parlamentares são recursos previstos no Orçamento da União, de execução obrigatória, que cada deputado ou senador pode indicar para obras e projetos em seus estados. Para 2025, o valor total destinado às emendas chega a R$ 50 bilhões. Desde 2022, após decisão do STF, a execução desses recursos deve obedecer a regras de transparência e critérios objetivos, especialmente após a extinção das chamadas “emendas de relator” (RP9), que alimentavam o chamado “orçamento secreto”.

Encaminhamentos

A decisão foi tomada no âmbito da ADPF 854. Dino determinou que o TCU identifique os casos por estado e encaminhe os dados às superintendências regionais da PF, para abertura de inquéritos locais. Para o ministro, a ausência de registro fere os princípios de publicidade e controle, tornando a apuração imprescindível.

Outras medidas

Além da investigação, o ministro determinou uma série de providências:

  • AGU e ministérios deverão elaborar um cronograma para análise das prestações de contas das emendas entre 2020 e 2024;

  • CGU realizará auditoria sobre repasses à Associação Moriá, citada em denúncias de irregularidades;

  • Bancos públicos (Banco do Brasil, Caixa e BNB) terão que abrir contas específicas para cada emenda, proibindo movimentações por contas de passagem ou saques em espécie;

  • A partir do Orçamento de 2026, os repasses deverão ser feitos exclusivamente via Ordem de Pagamento da Parceria (OPP), sistema eletrônico que aumenta a rastreabilidade dos recursos.

Do Meio Norte.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários