
O pastor e deputado federal Otoni de Paula (MDB-RJ), resolveu colocar em palavras aquilo que muitos já suspeitavam: que Silas Malafaia, também pastor e ativista político pró-Bolsonaro, teria uma “fantasia” de ser preso. A declaração veio em vídeo e não parece tão absurda assim, considerando os últimos capítulos da novela protagonizada por Malafaia.
Silas vive em estado permanente de confronto com as instituições brasileiras, especialmente com o Supremo Tribunal Federal. Nos seus vídeos inflamados, não perde a chance de atacar o STF e, em especial, ao ministro Alexandre de Moraes, a quem chama, sem pudor, de “ditador da toga”.
Recentemente, Malafaia teve um encontro nada espiritual no aeroporto: a Polícia Federal o aguardava para colher o seu depoimento e, de quebra, confiscar o seu passaporte. O pastor figura em um inquérito de peso — daqueles que não se resolvem com oração ou jejum.

Após a entrega do documento, Silas correu para as câmeras, em mais uma tentativa de posar como líder político da direita bolsonarista. O problema é que, na realidade, sua influência nunca foi tão relevante assim. No máximo, ajudou a eleger um deputado ou outro, mas carrega uma rejeição considerável, inclusive entre os próprios evangélicos.
Agora, Malafaia parece empenhado em construir a imagem de mártir político. Só que, como diz o ditado, “o tiro pode sair pela culatra” — e atingir diretamente o seu futuro, com vários anos atrás das grades.
Enquanto isso, a oposição bolsonarista continua sonhando com uma intervenção salvadora de Donald Trump, como se o ex-presidente americano pudesse resolver os pepinos judiciais de Jair Bolsonaro e, por tabela, os de seus seguidores. Boa sorte com isso.
No ritmo em que as coisas andam, Silas deve mesmo realizar a tal fantasia descrita por Otoni de Paula. Se a prisão é um desejo íntimo, o pastor está fazendo tudo para transformar sonho em realidade.
Por Navalhada/Barreiras 40 Graus.