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Empresas pressionaram funcionários a votar em Bolsonaro e são condenadas na Justiça

As condenações na Justiça revelam assédio eleitoral em todo o país com ameaças, demissões e até distribuição de carne em troca de votos.

F. Silva
Por: F. Silva Fonte: Com informações do BNews
18/08/2025 às 10h30 Atualizada em 18/08/2025 às 11h19
Empresas pressionaram funcionários a votar em Bolsonaro e são condenadas na Justiça

Ao menos 30 julgamentos recentes confirmam que empresas de diversos estados foram condenadas por assédio eleitoral durante as eleições de 2022. As práticas ilegais tinham como objetivo favorecer o então presidente e candidato à reeleição, Jair Bolsonaro, por meio de pressão psicológica, ameaças de demissão, promessas de folgas e até distribuição de benefícios a quem declarasse apoio.

Casos emblemáticos chamaram atenção. Em Minas Gerais, um funcionário da Sada Bioenergia, com 12 anos de casa, foi demitido após se recusar a usar adesivo de Bolsonaro. No Paraná, a Transber Transporte foi condenada por enviar vídeos pedindo votos diretamente aos empregados.

Houve episódios ainda mais extremos. No Espírito Santo, a Febracis foi obrigada a pagar R$ 10 mil a uma funcionária depois que superiores afirmaram que “Bolsonaro era candidato de Deus e Lula do Diabo”. Já em Minas, o Frigorífico Serradão distribuiu camisas com a imagem do ex-presidente e chegou a prometer pernil para quem comprovasse o voto.

De acordo com o Ministério Público do Trabalho (MPT), apenas em 2022 foram registradas, em média, 3.145 denúncias de assédio eleitoral. Um levantamento do Datafolha da época apontava que 4% dos eleitores sofreram algum tipo de pressão no ambiente de trabalho.

Bolsonaro, que hoje cumpre prisão domiciliar e está inelegível até 2030, ainda será julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) sob acusações de tentativa de golpe de Estado e de tentar impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Fonte: Portal BNews.

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