
Mais de 3 mil denúncias de assédio eleitoral foram registradas pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), durante as eleições de 2022, quando empresas em diferentes estados do país recorreram a ameaças de demissão, promessas de vantagens e até distribuição de alimentos para pressionar funcionários a votar em Jair Bolsonaro.
De acordo com levantamento da Folha de S. Paulo, a Justiça reconheceu a prática de coação em diversas situações e já condenou companhias envolvidas. Entre os casos, estão relatos de empregadores que espalharam adesivos em ambientes de trabalho, organizaram palestras políticas e ofereceram benefícios em troca de apoio eleitoral.
Houve também situações de intimidação, com advertências de que a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva poderia provocar demissões e prejuízos às empresas. Em outros episódios, patrões associaram a disputa a uma “guerra espiritual”, escalaram trabalhadores em horários atípicos para dificultar o comparecimento às urnas ou enviaram vídeos e mensagens diretas para convencer empregados a votar em Bolsonaro.
O MPT firmou 560 termos de ajuste de conduta e ajuizou mais de 100 ações contra empresas acusadas de assédio eleitoral. Para especialistas, essas práticas representam uma atualização do coronelismo e ameaçam não apenas a liberdade individual do voto, mas a própria integridade do processo democrático.
Fonte: Portal Metro1.