
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, esteve em Salvador nesta sexta-feira (15) para participar do Fórum Estadual de Logística, Infraestrutura e Transportes – Bahia Export 2025, realizado na sede da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB).
Durante entrevista coletiva, Dino comentou as sanções impostas pelo governo dos Estados Unidos ao Brasil e a membros da Suprema Corte. Em julho, o presidente estadunidense Donald Trump anunciou uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros e revogou os vistos de ministros do STF.
De acordo com o ministro, qualquer reação às medidas não compete ao STF, mas sim ao Governo Federal e ao Congresso Nacional. Dino ressaltou que a Corte seguirá atuando com tranquilidade e imparcialidade.
“O Judiciário independente é uma garantia de toda a sociedade — empresários, trabalhadores, os mais pobres, os mais ricos, os governos. Portanto, essa é uma questão nacional, não apenas do Supremo”, afirmou.
Segundo Dino, dentro do STF há “muita tranquilidade, paz e concórdia interna” e o compromisso de julgar os processos “sem medo, sem pressa e sem qualquer sentimento pessoal que contamine o julgamento isento”.
O governo dos EUA também anunciou a aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, acusado de perseguir o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Questionado sobre a possibilidade de ser alvo da legislação, Dino disse não ter receio e destacou a importância da diplomacia brasileira para tratar do assunto.
Fonte: BNews.