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“Marina Silva detona hotéis da COP30: ‘Extorsão descarada em Belém’”

Ministra acusa rede hoteleira de cobrar até 10 vezes mais que o normal e alerta que países pobres podem ser impedidos de participar; Lula veta trechos de lei ambiental, mas mantém licença especial polêmica.

F. Silva
Por: F. Silva Fonte: Com informações do Bahia Notícias
09/08/2025 às 21h12 Atualizada em 09/08/2025 às 22h09
“Marina Silva detona hotéis da COP30: ‘Extorsão descarada em Belém’”

Belém — A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, não poupou críticas aos preços abusivos cobrados pela rede hoteleira de Belém para a COP30, marcada para novembro. Segundo ela, os valores estão dez vezes acima do normal, quando, em eventos semelhantes, o aumento costuma ser de apenas duas ou três vezes.

O que está acontecendo é muito grave, uma extorsão. O evento não pode ser encarado como uma oportunidade de ganhar dinheiro”, disparou Marina neste sábado (9), durante evento no Sesc Pinheiros, em São Paulo, sobre a participação da juventude na conferência.

O governo Lula teme que os preços inviabilizem a presença de delegações de países mais pobres. Marina afirmou que União, governo do Pará e presidência da COP precisam se articular para reverter a situação. “Isso vai ficar para a história. Sempre vão lembrar que a COP de Belém teve preços abusivos”, alertou.


Lei ambiental sob fogo

Além da polêmica sobre hospedagem, Marina Silva também comentou o projeto de lei que flexibiliza o licenciamento ambiental. Na sexta-feira (8), o presidente Lula vetou 63 dispositivos da proposta, mas editou uma medida provisória criando a Licença Ambiental Especial (LAE), que acelera a autorização de empreendimentos considerados estratégicos.

Ambientalistas acusam a medida de abrir brechas para obras de alto impacto, como a exploração na Foz do Amazonas, sem análises adequadas. Marina discorda:

“Nós devolvemos que, ainda que possa ter priorização, o licenciamento será faseado do mesmo jeito, com o mesmo rigor.”

Segundo a ministra, todo projeto precisará do aval dos 37 ministérios, garantindo avaliações criteriosas. Ela também ressaltou que, na forma como o governo alterou o texto, seria improvável que a LAE fosse usada para beneficiar empreendimentos específicos, apesar de a proposta ter sido articulada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

O objetivo central, afirma Marina, foi proteger os direitos indígenas e manter a integridade jurídica do licenciamento ambiental. “Foram vetos estruturantes para preservar o licenciamento”, concluiu.

Fonte: Bahia Notícias.

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