
Brasília, 8 de agosto de 2025 – O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), encaminhou nesta sexta-feira (8), à Corregedoria Parlamentar 18 denúncias contra 14 parlamentares de oposição que ocuparam o plenário da Casa entre terça (5) e quarta-feira (6).
Embora pudesse determinar de imediato a suspensão dos mandatos por ato da Mesa Diretora, Motta optou por remeter os casos ao corregedor da Casa, o deputado Diego Coronel (PSD-BA). Caso as denúncias sejam aceitas, elas serão enviadas ao Conselho de Ética, que terá três dias para analisá-las. Não há prazo definido para o corregedor decidir.
Quatro deputados receberam duas denúncias cada:
Nikolas Ferreira (PL-MG);
Marcel van Hattem (Novo-RS);
Marcos Pollon (PL-MS);
Zé Trovão (PL-SC).
Outros dez parlamentares também foram representados:
Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do PL;
Luciano Zucco (PL-RS), líder da oposição;
Allan Garcês (PL-MA);
Caroline de Toni (PL-SC);
Marco Feliciano (PL-SP);
Domingos Sávio (PL-MG);
Bia Kicis (PL-DF);
Carlos Jordy (PL-RJ);
Paulo Bilynskyj (PL-SP);
Julia Zanatta (PL-SC).
As punições possíveis variam de afastamento do mandato por três a seis meses até sanções mais brandas, como a proibição de participar de comissões permanentes.
Segundo a ala governista, os pedidos de investigação concentram-se especialmente em Julia Zanatta, Marcos Pollon, Zé Trovão, Paulo Bilynskyj e Marcel van Hattem.
Julia Zanatta – Teria impedido o funcionamento do plenário ao sentar-se na cadeira da Presidência com sua filha de 4 meses no colo. Governistas alegam que a deputada usou a criança como “escudo” e a “expôs”.
Paulo Bilynskyj – É acusado de ocupar o plenário usando “força física, correntes, faixas, gritos e objetos simbólicos, como adesivos na boca”, encenando um ato de “censura” e “subvertendo o debate democrático”. Também teria ocupado a mesa da Comissão de Direitos Humanos e agredido um jornalista.
Marcel van Hattem – Sentou-se na cadeira da Presidência e impediu, por alguns minutos, que Hugo Motta reassumisse o comando da sessão. O impasse terminou após negociação política.
Marcos Pollon – Também bloqueou o acesso de Motta à cadeira da Presidência, liberando o local posteriormente.
Zé Trovão – Teria impedido fisicamente a subida de Motta à cadeira da Presidência, cedendo apenas após pressão de colegas e da polícia legislativa.
Se aceitas pelo corregedor Diego Coronel, as denúncias seguirão ao Conselho de Ética. O colegiado terá três dias para avaliar a abertura dos processos, que podem resultar em punições disciplinares ou suspensão temporária dos mandatos.
Com informações do Portal R7.