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Política “Xandão”

Moraes determina a retirada de parlamentares do PL de acampamento em Brasília e ameaça com prisão em flagrante

O ministro do STF cita cinco deputados do PL e autoriza ação da PM para desmobilizar protesto; nova decisão proíbe acampamentos na Esplanada e arredores dos quartéis.

26/07/2025 11h21
Por: F. Silva Fonte: Com informações do Metro1
Moraes determina a retirada de parlamentares do PL de acampamento em Brasília e ameaça com prisão em flagrante

Brasília (DF) – O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou na noite de sexta-feira (25), a retirada imediata de parlamentares do Partido Liberal (PL), que estavam acampados na Praça dos Três Poderes, em Brasília, em protesto contra as restrições impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Na decisão, Moraes citou nominalmente os deputados federais Hélio Lopes (PL-RJ), Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), Cabo Gilberto Silva (PL-PB), Coronel Chrisóstomo (PL-RO) e Rodrigo da Zaeli (PL-MT), autorizando a Polícia Militar do Distrito Federal a retirá-los do local.

O ministro também determinou que, caso houvesse resistência, os parlamentares poderiam ser presos em flagrante por desobediência ou resistência à autoridade, com base no Código Penal.

Apesar da ordem, os deputados Sóstenes Cavalcante e Cabo Gilberto Silva negaram, por meio das redes sociais, estarem presentes no acampamento em frente ao STF.

Em ato simbólico de protesto, o deputado Hélio Lopes publicou uma carta aberta nas redes sociais em que aparece com um esparadrapo na boca, alegando que a liberdade de expressão está ameaçada no país. "Não estou aqui para provocar. Estou aqui para demonstrar a minha indignação com essas covardias. Não estou incentivando ninguém a fazer o mesmo", declarou.

Durante a madrugada deste sábado (26), Moraes emitiu uma nova ordem proibindo a instalação de acampamentos em um raio de um quilômetro da Praça dos Três Poderes, da Esplanada dos Ministérios e em frente a quartéis das Forças Armadas.

A medida, segundo o despacho, visa garantir a segurança pública e evitar "novos eventos criminosos semelhantes aos atos golpistas ocorridos em 8 de janeiro de 2023".

A decisão reacende o debate sobre os limites da liberdade de manifestação e a atuação de autoridades públicas diante de protestos com viés político.

Da Redação do 40 Graus.

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