
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), afirmou nesta quarta-feira (23), que o Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio das contas bancárias de sua esposa, Heloísa Bolsonaro. Segundo ele, a medida teria sido descoberta após Heloísa tentar realizar uma movimentação financeira e ser informada da ordem judicial.
O bloqueio ocorre poucos dias depois de Eduardo ter também as suas contas bloqueadas. De acordo com o parlamentar, ele percebeu a restrição ao tentar realizar transferências via Pix.
A ordem contra ele foi assinada no sábado (19), pelo ministro Alexandre de Moraes, relator de diversos inquéritos envolvendo aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A decisão do STF estaria ligada à atuação do deputado nos Estados Unidos, onde ele busca apoio político e diplomático contra Moraes e outros membros da corte.
Eduardo viajou ao país em março, quando se licenciou do cargo de deputado federal — licença que expirou no último final de semana. Durante sua estadia, promoveu articulações para que o governo norte-americano sancionasse autoridades brasileiras.
Essas ações já provocaram reações do governo dos Estados Unidos. O presidente Donald Trump anunciou, na sexta-feira (18), a imposição de tarifas comerciais de 50% contra produtos brasileiros, com início previsto para 1º de agosto. Em justificativa pública, Trump alegou a existência de uma “caça às bruxas” no Brasil contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Além disso, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, informou, também no dia 18, a revogação imediata dos vistos de entrada nos EUA para Alexandre de Moraes, seus aliados no STF e seus familiares diretos. “Ordenei a revogação de visto para Moraes e seus aliados na corte, assim como para familiares diretos, imediatamente”, escreveu Rubio em uma rede social.
O episódio amplia a crise entre o STF e a ala bolsonarista, que acusa a corte de extrapolar seus poderes constitucionais e perseguir opositores políticos. Do outro lado, o Supremo vê nas ações do deputado uma tentativa de internacionalizar ataques ao Judiciário brasileiro, o que pode configurar crime contra a soberania nacional.
Até o momento, o STF não comentou oficialmente sobre o bloqueio das contas de Heloísa Bolsonaro. A defesa do deputado não divulgou nota formal, mas aliados classificam as medidas como abusivas e inconstitucionais.
Da Redação do 40 Graus.