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Governo Trump mira Pix e amplia pressão política contra o Brasil com investigação comercial - o pixr está na Mira!

O relatório dos EUA cita o sistema de pagamento brasileiro como uma “prática desleal” - a medida ocorre após o tarifaço sobre as exportações e é vista como uma tentativa de coerção institucional.

F. Silva
Por: F. Silva Fonte: Com informações do Portal Meio Norte
16/07/2025 às 11h48
Governo Trump mira Pix e amplia pressão política contra o Brasil com investigação comercial - o pixr está na Mira!

O governo dos Estados Unidos, sob a liderança de Donald Trump, intensificou nesta terça-feira (15), a pressão política contra o Brasil ao abrir oficialmente uma investigação comercial por meio do Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR). Um dos principais alvos da ofensiva é o Pix, sistema de pagamento instantâneo criado pelo Banco Central, utilizado por mais de 150 milhões de brasileiros.

A medida ocorre dias após a imposição de um tarifaço de 50% sobre todas as exportações brasileiras aos EUA, previsto para entrar em vigor em 1º de agosto. Ambas as ações são interpretadas por analistas e autoridades brasileiras como tentativas de coerção institucional, com o objetivo de influenciar decisões do Judiciário e impedir a eventual prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, investigado por tentativa de golpe de Estado.

O relatório do USTR afirma que o Brasil “parece adotar práticas desleais” ao favorecer serviços de pagamento desenvolvidos pelo governo, como o Pix, em detrimento de empresas privadas, especialmente estrangeiras. Embora o documento sugira prejuízo a gigantes como Visa e Mastercard, nenhuma prova concreta de dano comercial foi apresentada.

Para analistas, o movimento representa uma tentativa de frear a rápida expansão do Pix, que tem ameaçado o domínio das empresas norte-americanas no setor de pagamentos eletrônicos. Além disso, o relatório amplia o escopo da crítica ao abordar acordos comerciais firmados com México e Índia, a situação da Rua 25 de Março, tradicional polo de comércio popular de São Paulo, e até decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) — o que indica motivações que vão além do comércio.

A base legal utilizada para justificar a ofensiva é a Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA, mecanismo historicamente empregado para proteger empresas americanas de práticas comerciais consideradas injustas. Desta vez, no entanto, especialistas apontam o uso do dispositivo como um instrumento de pressão política e diplomática.

Diante do cenário, o governo brasileiro anunciou que vai recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) e já prepara medidas de reciprocidade, conforme decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Paralelamente, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, intensificaram o diálogo com empresários e representantes internacionais em busca de soluções diplomáticas para conter a escalada do conflito.

Com informações do Portal Meio Norte.

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