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Mortes Laudo

Laudo aponta morte rápida de Juliana após queda na Indonésia, mas sugere possível sofrimento antes do impacto

Documento do IML indica hemorragia interna por politraumatismos como causa da morte; perícia não detecta sinais de agressão, mas levanta hipótese de sofrimento físico e psicológico anterior.

09/07/2025 14h52
Por: F. Silva Fonte: Com informações do Portal Meio Norte
Laudo aponta morte rápida de Juliana após queda na Indonésia, mas sugere possível sofrimento antes do impacto

A nova perícia realizada no Brasil sobre a morte da brasileira Juliana, que desapareceu durante uma trilha na Indonésia, confirmou que a causa imediata da morte foi uma hemorragia interna decorrente de lesões em diversos órgãos e politraumatismos compatíveis com impacto de alta energia.

Segundo os peritos da Polícia Civil, não houve sobrevida prolongada: a jovem teria resistido por, no máximo, 15 minutos após a queda. No entanto, a definição precisa do horário da morte foi comprometida pelo fato de o corpo ter chegado ao Instituto Médico Legal (IML) já embalsamado, o que dificultou algumas análises.

Apesar de não haver evidências de contenção, luta ou agressão física anterior ao impacto, o laudo brasileiro sugere que Juliana pode ter passado por sofrimento físico e psicológico antes da morte. Um trecho do relatório afirma que “pode ter havido um período agonal antes da queda fatal, gerando sofrimento físico e psíquico, com intenso estresse endócrino, metabólico e imunológico ao trauma”.

O corpo de Juliana foi encontrado quatro dias após seu desaparecimento, após uma queda durante uma trilha em território indonésio. Uma perícia preliminar realizada no país asiático havia estimado que a morte ocorreu cerca de 20 minutos após o impacto, sem indícios de hipotermia. Já o laudo brasileiro não conseguiu determinar com exatidão o momento da queda.

A equipe técnica também não descartou a possibilidade de deslocamento do corpo após o impacto, possivelmente causado pela inclinação do terreno onde o acidente ocorreu. Os ferimentos encontrados eram compatíveis com um único impacto severo, atingindo órgãos vitais e estruturas como o crânio, tórax, abdômen, pelve, membros e coluna.

Além disso, foram observadas lesões musculares e ressecamento ocular, mas sem indícios de desnutrição, exaustão extrema ou uso de substâncias ilícitas. O laudo aponta ainda que fatores como estresse intenso, solidão e um ambiente hostil podem ter contribuído para um possível estado de desorientação da jovem nos momentos que antecederam o acidente.

A família de Juliana questionou se a ausência de socorro imediato teria sido determinante para sua morte, mas os peritos afirmaram que, diante das condições em que o corpo foi recebido, não há elementos suficientes para responder com precisão a essa dúvida.

A nova perícia foi solicitada judicialmente pela família no Brasil e contou com a participação de peritos da Polícia Civil e de um perito particular, que acompanhou toda a análise.

Da Redação do 40 Gruas.

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