SÃO PAULO — Embora afirme publicamente que pretende disputar a reeleição ao governo de São Paulo, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e seus aliados vêm sinalizando de forma cada vez mais clara uma possível candidatura à Presidência da República em 2026.
Os movimentos recentes e os discursos públicos do governador indicam que ele poderá ser o nome apoiado pelo campo bolsonarista na sucessão presidencial.
De acordo com reportagem do site Metrópoles, os sinais se intensificaram nas últimas semanas. Na sexta-feira (4), durante um painel organizado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, o ex-ministro da Defesa Raul Jungmann anunciou Tarcísio como um presidenciável “inequívoco”.
O governador, embora tenha sorrido com a declaração, evitou comentar diretamente. Em sua fala, abordou temas de âmbito nacional, como diplomacia, combate à inflação e segurança nas fronteiras.
Dias antes, Tarcísio participou de uma manifestação na Avenida Paulista ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Foi a primeira vez, desde o início de sua gestão, que o governador paulista atacou publicamente o governo Lula (PT) e adotou uma postura mais combativa sobre questões federais, o que reforçou as especulações sobre seu projeto nacional.
Nos bastidores, aliados relatam que uma composição política mais sólida vem sendo costurada para viabilizar sua candidatura presidencial. Segundo uma fonte próxima ao governador, nas últimas duas semanas, essa articulação tem ganhado corpo, envolvendo partidos do centro e da direita, como o PL, a federação União Progressista (União Brasil + PP), o PSD — presidido por Gilberto Kassab, atual secretário de Tarcísio — e o MDB, que negocia aproximação com o Republicanos.
Outro fator que fortalece a tese da candidatura é o desempenho de Tarcísio nas pesquisas eleitorais. Levantamento do instituto Quaest, divulgado em 5 de junho, mostra o governador com 40% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra Lula, que aparece com 41%. Já uma sondagem do Datafolha, publicada em 14 de junho, apresenta empate técnico, mas com Tarcísio numericamente à frente: 43% contra 42% do atual presidente.
Nos bastidores, integrantes da direita veem em Tarcísio o herdeiro político natural de Bolsonaro, com perfil técnico, apelo eleitoral e habilidade de diálogo com diferentes setores. A depender da evolução do cenário político até 2026, o governador paulista pode emergir como o principal nome da oposição ao governo Lula.
Da Redação do 40 Graus.
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