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“Explosão de Vício - Casos de dependência em apostas disparam na Bahia e o Governo assiste calado!”

Com um aumento de mais de 140% nos atendimentos por ludopatia, Bahia se torna um dos estados com maior número de apostadores online — enquanto políticas públicas seguem ausentes e o vício arrasta milhares para o fundo do poço.

F. Silva
Por: F. Silva Fonte: Com informações do Metro1
24/06/2025 às 17h33
“Explosão de Vício - Casos de dependência em apostas disparam na Bahia e o Governo assiste calado!”

O número de atendimentos por vício em jogos de azar na Rede de Atenção Psicossocial (Raps), da Bahia teve um aumento alarmante de 142,86% entre 2023 e 2024, segundo dados divulgados pela Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab).

O transtorno, conhecido como ludopatia, é classificado como um distúrbio mental pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e tem se agravado com a popularização das apostas online, especialmente após sua legalização no país.

De acordo com registros do Sistema de Informações Ambulatoriais do SUS, a Bahia registrou sete atendimentos em 2023 e 17 em 2024. Apenas no primeiro semestre de 2025, já foram contabilizados nove novos casos, o que indica que a tendência de crescimento deve continuar.

A ludopatia é caracterizada pelo impulso incontrolável de apostar, mesmo diante de prejuízos severos à vida pessoal, profissional e financeira. Estimativas do Departamento de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (USP), indicam que mais de dois milhões de brasileiros convivem com o problema.

Na Bahia, o aumento dos casos acompanha o avanço do acesso às plataformas digitais de apostas. Segundo pesquisa do Instituto DataSenado realizada em setembro de 2024, o estado ocupa a 4ª colocação no ranking nacional de apostadores online.

Aproximadamente 1,5 milhão de baianos afirmaram ter gasto dinheiro com apostas esportivas em sites e aplicativos nos 30 dias anteriores à pesquisa — ficando atrás apenas de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Apesar da crescente preocupação, o que se questiona é: quais providências o poder público está tomando para conter esse avanço? O vício em jogos é um problema real, com consequências sociais profundas, mas ainda recebe pouca atenção em termos de prevenção e tratamento especializado.

Até o momento, as ações efetivas do governo estadual e federal nesse campo são tímidas — quando não inexistentes.

É de conhecimento popular que “jogo não dá camisa a ninguém”, mas a realidade mostra que ele pode, sim, tirar o que resta dela. Enquanto o número de apostadores cresce e os casos de ludopatia se multiplicam, especialistas e familiares seguem à espera de medidas concretas e de uma política pública que esteja à altura do problema.

Com infrormações do Metro1.

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