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Jair Bolsonaro faz desabafo impactante e crava: “Eu vou morrer, não vai demorar”

Ex-presidente nega envolvimento em conspiração e volta a falar em perseguição.

F. Silva
Por: F. Silva Fonte: Portal Meio Norte
18/05/2025 às 13h08
Jair Bolsonaro faz desabafo impactante e crava: “Eu vou morrer, não vai demorar”

Durante uma entrevista concedida ao canal AuriVerde Brasil nesta sexta-feira (16), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a negar qualquer envolvimento em um suposto plano golpista para impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2023. Com tom sarcástico, o ex-mandatário ironizou as acusações feitas pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

“Eu com 40 anos de cadeia no lombo, não tenho recurso para lugar nenhum. Eu vou morrer na cadeia. Qual crime? Crime impossível. Golpe da Disney. Junto com o Pateta, com a Minnie e com o Pato Donald, que eu estava lá em Orlando, programou esse golpe aí”, disse Bolsonaro, em referência ao período em que esteve nos Estados Unidos.

Acusações e possível pena severa

Bolsonaro responde a uma denúncia da PGR que o acusa de liderar uma articulação criminosa para frustrar o processo democrático após sua derrota nas eleições de 2022. Entre os crimes listados estão:

  • Liderança de organização criminosa armada

  • Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito

  • Tentativa de golpe de Estado

  • Dano qualificado ao patrimônio público

  • Destruição de bem tombado

Caso seja condenado por todos os crimes, o ex-presidente poderá pegar mais de 40 anos de prisão. Apesar da gravidade das acusações, Bolsonaro demonstrou resignação com a possibilidade de ser preso.

“Está previsto 40 anos de cadeia. Me prendam. Estou com 70 já, quase morri em uma cirurgia. Vou morrer, não vai demorar”, afirmou.

Linha de defesa: ausência do país e acusação de perseguição

Durante a entrevista, Bolsonaro voltou a sustentar que estava fora do Brasil — especificamente nos Estados Unidos — no momento em que se organizava a tentativa de subversão institucional, em janeiro de 2023. Segundo ele, sua ausência física seria prova de que não poderia ser responsabilizado diretamente.

A estratégia jurídica da defesa tem se apoiado nessa tese, ao lado de uma narrativa de perseguição política. Para Bolsonaro, o Judiciário estaria agindo com parcialidade, com o objetivo de inviabilizar sua candidatura à Presidência da República em 2026.

Como exemplos, citou a condenação da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) e o processo contra o delegado Alexandre Ramagem, ambos seus aliados políticos.

“Eu não sei até quando vou resistir”, desabafou.

Defesa do agronegócio e críticas aos sindicatos

A entrevista também abordou temas relacionados ao agronegócio, setor que Bolsonaro frequentemente aponta como um dos principais sustentáculos de seu governo. Ele afirmou ter garantido “segurança jurídica” ao setor e comemorou o enfraquecimento do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) durante sua gestão.

Em outro momento, ao comentar denúncias de fraudes no INSS, Bolsonaro responsabilizou sindicatos, negando qualquer conivência com tais entidades. Ele mencionou, ainda, que um irmão do presidente Lula preside um sindicato, mas afirmou não estar insinuando nenhuma ligação direta com os casos investigados.

Com inf. do Meio Norte.

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