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Bancos Centrais do Brasil e da China assinam acordo para a troca de moedas

Banco Popular da China tem 40 acordos semelhantes de swaps de moedas com autoridades monetárias de países como Canadá, Chile, África do Sul, Japão, Reino Unido.

F. Silva
Por: F. Silva Fonte: Portal Meio Norte
13/05/2025 às 07h37
Bancos Centrais do Brasil e da China assinam acordo para a troca de moedas

O Banco Central do Brasil (BC) e o Banco Popular da China (PBoC), assinarão nesta terça-feira (13), em Pequim, um acordo de swap de moedas. A medida visa ampliar a liquidez no mercado financeiro em momentos de necessidade, fortalecendo a cooperação entre os dois países.

O documento será assinado pelo presidente do BC, Gabriel Galípolo, e por sua contraparte chinesa, Pan Gongsheng. O acordo permitirá a troca de moedas entre as instituições, com validade de cinco anos e limite de até R$ 157 bilhões em operações, conforme estabelecido por resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN).

Pelo mecanismo, o Banco Popular da China receberá reais e creditará o valor equivalente à moeda brasileira, convertido em dólares, em uma conta especial de depósito em seu nome, aberta no Banco Central brasileiro.

Segundo o BC, para garantir o equilíbrio econômico-financeiro das obrigações, serão observadas as taxas de câmbio entre as duas moedas nos mercados nacional e internacional, além dos juros e prêmios de risco associados aos títulos soberanos dos dois países.

A autoridade monetária brasileira ressaltou que pretende firmar acordos semelhantes com outros países. “O BC já tem conversas com outros bancos centrais para a realização de acordos semelhantes ao que será assinado com o PBoC amanhã”, informou a instituição em nota.

Ainda de acordo com o BC, o Banco Popular da China já mantém cerca de 40 acordos de swap com autoridades monetárias de diversas nações, como Canadá, Chile, África do Sul, Japão, Reino Unido e também com o Banco Central Europeu.

O Brasil também possui um acordo semelhante com o Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos. Trata-se do FIMA (Foreign and International Monetary Authorities Repo Facility), que permite ao BC brasileiro acessar dólares mediante operações compromissadas. Nessa modalidade, o Brasil entrega títulos públicos e, em contrapartida, recebe títulos do Tesouro norte-americano.

Com informações do Portal Meio Norte.

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