
Acabou-se o mistério que tanto atiçava os curiosos dos bastidores da política barreirense! Sim, senhores e senhoras: a reunião realmente aconteceu. E não foi numa sala escura, num porão de hotel ou numa pizzaria discreta. Foi logo ali, na Prefeitura Municipal de Barreiras, aquele lugar amplamente público.
Lá estavam eles, o que a imprensa alternativa e os analistas de zap chamam de "o alto escalão da política barreirense": Zito, Otoniel, Yure e Túlio. Faltou só uma luz baixa, uma trilha sonora de suspense e uma plaquinha com os dizeres "acesso restrito".
O encontro, vendido como secreto por uns e desacreditado por outros, virou o centro das atenções assim que o presidente da Câmara, o destemido Yure Ramon — que aparentemente “não gosta de mistérios” — resolveu botar os pingos nos "is" (ou melhor, os cifrões nos duodécimos).

Segundo apurou a repórter imaginária da Rádio Pinga-Fogo, o tema foi nobre: dinheiro. E não pouco. Trata-se dos repasses do Executivo para o Legislativo — ou, como dizem nos corredores da Câmara, “o oxigênio da autonomia parlamentar”.
Yure, visivelmente contrariado com os valores, fez o que todo homem de ação faz: decretou aumento de 10% nos salários dos servidores da Casa. Sim, isso mesmo. Sem acordo com o prefeito, sem o vice, sem Zito. Ele vai bancar o reajuste com um projeto de lei e uma boa dose de coragem.
Agora, a pergunta que não quer calar e que paira como uma nuvem de cafeína sobre os cafezais do Cerrado: o que Zito estava fazendo ali?
Teria ido relembrar os velhos tempos em que mandava e desmandava? Estaria dando aula particular de bastidores para os novatos no ramo? Ou estaria apenas fiscalizando de perto o uso do sofá da sala de reuniões? Vai saber... Mas dizem as más línguas — e as boas também — que Zito nunca deixou de ser prefeito, só mudou de lugar na foto.
Por Navalhada.