
A guerra comercial entre Estados Unidos e China ganhou um novo e tenso capítulo nesta quinta-feira (10), após a Casa Branca anunciar que o total de tarifas aplicadas aos produtos chineses chegou a 145%. O novo percentual inclui uma sobretaxa adicional de 125%, somada a outras medidas já em vigor, como a tarifa de 20% implementada no início do ano pelo governo Trump em resposta ao tráfico de fentanil.
A escalada tarifária intensifica a série de retaliações entre as duas maiores potências econômicas do mundo, ampliando a instabilidade nos mercados financeiros internacionais. O clima de incerteza tem gerado cautela entre os investidores, afetando negativamente bolsas de valores em diversas partes do globo.
Embora o ex-presidente Donald Trump tenha anunciado, na quarta-feira (9), a suspensão temporária — por 90 dias — de tarifas mais amplas para alguns parceiros comerciais, o endurecimento contra Pequim seguiu na direção oposta. A postura oscilante da liderança norte-americana tem gerado apreensão no mercado e impulsionado a volatilidade nos principais índices acionários.
Enquanto os mercados asiáticos encerraram o pregão em alta expressiva, e as bolsas europeias também reagiram positivamente, o clima em Wall Street e no mercado brasileiro foi de pessimismo após o comunicado oficial da Casa Branca.
Por volta das 12h20 (horário de Brasília), os índices Dow Jones, Nasdaq e S&P 500 registravam quedas de 2,75%, 4% e 3,27%, respectivamente. O Ibovespa também operava em baixa, com recuo de 0,86%, aos 126.703 pontos. O dólar avançava 1,49%, cotado a R$ 5,932.
Com informações do Portal A Tarde.