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Operação da PF que tem como alvo “prefeito tiktoker” cumpre mandado em Vitória da Conquista

Vitória da Conquista (BA) e diversas cidades paulistas são alvos de mandados - o prefeito Rodrigo Manga está entre os investigados.

F. Silva
Por: F. Silva
10/04/2025 às 10h33 Atualizada em 10/04/2025 às 11h32
Operação da PF que tem como alvo “prefeito tiktoker” cumpre mandado em Vitória da Conquista

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (10) a 'Operação Copia e Cola', com o objetivo de desarticular uma organização criminosa suspeita de desviar recursos públicos destinados à área da saúde no município de Sorocaba, no interior de São Paulo.

Um dos principais alvos da ação é o prefeito de Sorocaba, Rodrigo Manga (Republicanos), conhecido nas redes sociais como o “prefeito tiktoker”. Segundo a PF, as investigações tiveram início em 2022, após surgirem indícios de irregularidades na contratação de uma Organização Social (OS), para gerir, operacionalizar e executar serviços de saúde no município.

De acordo com os investigadores, a apuração revelou ainda a prática de lavagem de dinheiro, com o uso de depósitos em espécie, pagamentos de boletos e transações imobiliárias para ocultação dos valores ilícitos.

Ao todo, mais de 100 agentes federais participam da operação, que cumpre 28 mandados de busca e apreensão em 14 cidades, incluindo Vitória da Conquista (BA) e os municípios paulistas de Sorocaba, Araçoiaba da Serra, Votorantim, Itu, São Bernardo do Campo, São Paulo, Santo André, São Caetano do Sul, Santos, Socorro, Santa Cruz do Rio Pardo e Osasco.

Além das buscas, a Justiça determinou o bloqueio de bens e valores dos investigados, com limite de até R$ 20 milhões, e a suspensão do direito da Organização Social investigada de firmar novos contratos com o poder público.

Os envolvidos poderão responder por uma série de crimes, incluindo:

  • Corrupção ativa e passiva;

  • Peculato;

  • Lavagem de dinheiro;

  • Contratação direta ilegal;

  • Frustração do caráter competitivo de licitação.

A operação marca mais um capítulo na fiscalização de contratos públicos na área da saúde, que, segundo a PF, tem sido alvo recorrente de fraudes e esquemas criminosos que desviam recursos essenciais da população.

Fonte: Bahia Notícias.

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