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Print Fofoca: 'Deu a louca no Trump!'. Presidente norte-americano fala em um terceiro mandato

O ex-presidente norte-americano lançou mais uma de suas pérolas ao insinuar que pretende concorrer a um terceiro mandato.

F. Silva
Por: F. Silva Fonte: Por Navalhada
31/03/2025 às 19h45 Atualizada em 31/03/2025 às 20h10
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Donald Trump nunca decepciona quando se trata de declarações polêmicas e, desta vez, não foi diferente. O ex-presidente norte-americano lançou mais uma de suas pérolas ao insinuar que pretende concorrer a um terceiro mandato. Ora, qualquer estudante mediano de política sabe que a Constituição dos Estados Unidos é clara: um presidente pode ocupar o cargo por, no máximo, dois mandatos.

O que Trump pretende, então? Um golpe institucional? Uma mudança constitucional à força? Ou será apenas mais um de seus devaneios populistas para manter a sua base inflamável e atenta a qualquer delírio autoritário?

Trump garantiu que sua intenção não é apenas conversa fiada. Mas como exatamente ele planeja essa façanha inédita na história do país? Se levarmos em conta suas declarações passadas, não seria surpresa se tentasse minar a democracia americana com teorias conspiratórias e alegações infundadas de fraude eleitoral – como já fez antes. Afinal, ele nunca aceitou a própria derrota para Joe Biden em 2020 e segue insistindo que a eleição foi “roubada”.

A comparação com Biden, por sua vez, levanta outra questão: os republicanos insistiram em pintar o democrata como alguém que já não estava em plenas faculdades mentais para concorrer a um segundo mandato. E agora? Trump, ao sugerir um terceiro mandato inconstitucional, estaria demonstrando a mesma “confusão mental” que tanto apontaram em seu oponente?

O perigo real não está apenas na bravata de Trump, mas na adesão cega de sua base a qualquer ideia absurda que ele propaga. Já vimos no passado recente o que essa retórica pode causar, culminando no ataque ao Capitólio em 6 de janeiro de 2021.

A ameaça não é apenas um terceiro mandato de Trump – é a corrosão da democracia americana diante de uma figura que se recusa a aceitar as regras do jogo. Se a Constituição não vale mais, o que garante que as próximas eleições não sejam apenas um teatro para legitimar o próximo autocrata?

A história nos ensina que líderes populistas costumam testar os limites das instituições até que elas cedam. A pergunta que fica é: os Estados Unidos resistirão a mais essa investida trumpista ou testemunharemos o enfraquecimento definitivo da democracia mais influente do mundo?

Da Redação do 40 Graus/Navalhada.

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