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“Adeus, Brazilzilzil! Eduardo Bolsonaro e sua jornada patriótica na Disneylândia da Liberdade”

O pedido, feito pelo PT e por Lindbergh Farias, acusava Eduardo de conspirar contra a soberania nacional ao se encontrar com deputados americanos para reclamar da democracia brasileira.

F. Silva
Por: F. Silva Fonte: Da redação do 40 Graus
19/03/2025 às 12h02
“Adeus, Brazilzilzil! Eduardo Bolsonaro e sua jornada patriótica na Disneylândia da Liberdade”

O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), também conhecido como "03" no grupo familiar e "007" nas missões internacionais de conspiração, teve um de seus momentos de "injustiça" barrado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro Alexandre de Moraes, em um raro momento de clemência, negou o pedido de apreensão do passaporte do parlamentar, livrando o herdeiro do clã Bolsonaro de um suposto exílio forçado em sua própria pátria.

O pedido, feito pelo PT e por Lindbergh Farias, acusava Eduardo de conspirar contra a soberania nacional ao se encontrar com deputados americanos para reclamar da democracia brasileira.

Segundo os acusadores, as reuniões teriam sido uma espécie de "CPI da Lágrima", onde Eduardo choramingava sobre como era difícil ser bolsonarista em tempos de inquéritos e restrições ao uso descontrolado do Telegram.

O ministro Moraes, num ato de pragmatismo, seguiu a recomendação da Procuradoria-Geral da República (PGR) e arquivou o caso, provavelmente pensando: "Deixa ele ir, talvez os Estados Unidos deem um green card vitalício e nos poupem do teatro de guerra no Twitter."

Mas a cereja no bolo bolsonarista veio logo depois: frustrado por não conseguir a presidência da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, Eduardo anunciou que vai tirar licença do mandato para morar nos Estados Unidos. Sim, caro leitor, o patriota que vestiu a camisa do Brasil, comeu pão com leite condensado e gritou "nossa bandeira jamais será vermelha" decidiu que sua bandeira, agora, será estrelada e em inglês.

A mudança, segundo fontes próximas ao deputado, tem um lado positivo: nos EUA, ele poderá finalmente trabalhar no que sempre sonhou — fazer cosplay de Steve Bannon em tempo integral. Além disso, a proximidade com Donald Trump permitirá que Eduardo participe das reuniões do Clube dos Ressentidos, onde poderá lamentar sobre eleições, fake news e como o mundo se tornou um lugar tão difícil para "gente de bem".

Resta agora a dúvida: Eduardo se tornará o primeiro refugiado político de um Brasil que ele próprio ajudou a incendiar? Ou voltará como um herói exilado, pronto para bradar em alto e bom som que a culpa de tudo é do comunismo, do STF e da falta de arminhas na mão da população?

Só o tempo dirá. Mas, por ora, desejamos boa viagem ao deputado. E que, em solo americano, ele finalmente aprenda a diferença entre hamburger e cheeseburger.

P. S. "Aprendeu a fugir para os EUA com o pai, que passou dois meses lá após a derrota".

Da Redação do 40 Graus.

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