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A audiência pública e a suposta indiferença do Poder Público Municipal de Barreiras

A ausência do prefeito Otoniel Teixeira, de se seu vice Túlio, dos secretários e de todos os nove vereadores que compõem sua base aliada na Câmara Municipal causou espanto e revolta.

F. Silva
Por: F. Silva Fonte: Da Redação do 40 Graus
26/02/2025 às 15h51
A audiência pública e a suposta indiferença do Poder Público Municipal de Barreiras

Nessa segunda-feira, 24, a Câmara Municipal de Barreiras sediou uma audiência pública para tratar da situação do centro histórico da cidade, uma pauta de grande relevância para a identidade e preservação cultural do município. No entanto, o que deveria ser um debate enriquecedor e construtivo revelou-se um triste retrato da falta de compromisso de boa parte das autoridades locais.

A ausência do prefeito Otoniel Teixeira, de se seu vice Túlio, dos secretários e de todos os nove vereadores que compõem sua base aliada na Câmara Municipal causou espanto e revolta. A vereadora Carmélia da Mata, em entrevista à rádio Oeste FM, não escondeu a sua indignação diante da ausência de muitas autoridades na audiência.

Sua suspeita de que os vereadores da base teriam sido proibidos de comparecer levanta uma séria questão: quem tem interesse em silenciar esse debate? A vereadora sugere que a proibição partiu do próprio prefeito, mas se for verdade, qual seria o real motivo por trás dessa estratégia de omissão?

A situação se torna ainda mais contraditória com a ausência do vereador Bi Aires, autor de um projeto que visa justamente a restauração e revitalização do centro histórico. Se seu comprometimento com a pauta fosse genuíno, sua presença seria fundamental para reforçar a importância da discussão. No entanto, sua falta levanta dúvidas sobre até que ponto seu projeto está de fato alinhado com os interesses da cidade ou se se trata apenas de mais uma peça no jogo político local.

A grave acusação de Carmélia de que os vereadores estariam mais preocupados com a manutenção de empregos para amigos e parentes do que com os interesses da população também merece atenção da sociedade. Se for verdade, estaríamos diante de uma política clientelista e patrimonialista que prioriza os favores individuais em detrimento do bem coletivo.

Diante desse cenário de descaso, o presidente da Câmara, Yure Ramon, sinalizou que poderá fazer uso do regimento interno para convocar obrigatoriamente as autoridades ausentes. Mas o que acontecerá se essas convocações forem ignoradas? Haverá alguma conseqüência para aqueles que se esquivam de sua responsabilidade pública?

O centro histórico de Barreiras não pode ser apenas um tema para discursos vazios. Seu abandono reflete uma postura de indiferença que se perpetua na administração municipal. Resta saber se a população permitirá que essa negligência continue ou se cobrará de seus representantes uma postura condizente com o interesse público. Afinal, a história de uma cidade é um bem coletivo, e seu esquecimento é um sintoma de uma política que insiste em virar as costas para o povo.

Da Redação do 40 Graus.

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