
O vice-prefeito de Lauro de Freitas, Vidigal Cafezeiro (Republicanos), foi preso nesta segunda-feira, 23 de dezembro de 2024, durante a segunda fase da Operação Overclean, que investiga desvios de recursos públicos oriundos de emendas parlamentares.
As investigações apontam que Cafezeiro teria recebido aproximadamente R$ 140 mil da organização criminosa liderada pelos irmãos Alex e Fábio Parente. Esses repasses teriam ocorrido ao longo de seis meses, identificados por meio da sigla "VID LAUR", sugerindo a destinação ao vice-prefeito de Lauro de Freitas. Além disso, há indícios de que ele teria solicitado a Alex Parente pagamentos referentes à locação de veículos de seu uso pessoal entre junho de 2021 e maio de 2022.
Além dos pagamentos em espécie, a organização criminosa também teria quitado despesas pessoais de Cafezeiro. Na condição de vice-prefeito, ele era responsável pelo Fundo Municipal de Saúde (FMS), por meio do qual a prefeitura realizava pagamentos à empresa PAP Saúde Ambiental Ltda, cujo sócio é Pedro Alexandre Parente, pai dos investigados Alex e Fábio Parente.
A Operação Overclean visa desarticular um esquema criminoso suspeito de movimentar cerca de R$ 1,4 bilhão em contratos fraudulentos e obras superfaturadas. Nesta fase, a Justiça determinou o sequestro de R$ 4,7 milhões e veículos de luxo obtidos por meio dos crimes investigados. Foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão nas cidades de Brasília (DF), Salvador (BA), Lauro de Freitas (BA) e Vitória da Conquista (BA).
Além de Vidigal Cafezeiro, também foram presos o secretário de Mobilidade Urbana de Vitória da Conquista, Lucas Moreira Martins Dias; o ex-prefeito de Santa Cruz da Vitória, Carlos André de Brito Coelho; e o policial federal Rogério Magno Almeida Medeiros, ex-superintendente durante as gestões de Jaques Wagner e Rui Costa. A servidora da prefeitura de Vitória da Conquista, Lara Betânia Lélis Oliveira, foi afastada do cargo.
Os crimes investigados incluem corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitações e contratos, lavagem de dinheiro e obstrução da justiça. A operação também identificou que a organização criminosa utilizava mecanismos sofisticados de lavagem de dinheiro, mediante transferências bancárias para contas de empresas "laranjas" e fictícias, com a finalidade de despistar as autoridades financeiras e dificultar o rastreamento dos valores.
Fonte: Bahia Notícias.