
A Operação Overclean, que revelou um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo contratos do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), na Bahia e com diversas prefeituras, resultou na prisão de 10 acusados que estão sob custódia no sistema penal baiano.
Nesta quarta-feira (11), os detidos passaram pelo Centro de Observação Penal (COP), antes de serem distribuídos entre diferentes unidades prisionais do Estado administrados pela Secretaria de Administração Penitenciária (Seap).
Conforme apurado pelo BNEWS, os presos estão recebendo atendimento jurídico normalmente, além disso, foram entregues para eles kits de higiene, fardamento, colchões e alimentação padrão das unidades. As refeições incluem café com pão e manteiga no café da manhã e arroz, feijão, salada, suco e proteína no almoço, variando entre carne, frango e ovo, dependendo do dia.
O esquema:
A Operação Overclean investiga fraudes licitatórias e desvios de recursos públicos que movimentaram cerca de R$ 1,4 bilhão. O grupo utilizava empresas fantasmas, superfaturava contratos e realizava pagamentos de propinas a servidores públicos.
Segundo a Polícia Federal (PF), os líderes da organização, incluindo os irmãos Alex e Fábio Rezende Parente, atuaram para apagar rastros, destruindo documentos e dados digitais com máquinas trituradoras.
As investigações também revelaram que os recursos desviados foram usados para adquirir bens de alto padrão, como aeronaves, barcos, imóveis de luxo e veículos. Até o momento, R$ 162 milhões foram sequestrados e oito servidores públicos afastados.
Impacto e Repercussão:
O juiz federal Fábio Moreira Ramiro, da 2ª Vara Federal Criminal de Salvador, determinou as prisões e destacou que a medida foi necessária devido às tentativas de obstrução da Justiça.
A Operação Overclean cumpriu mandados de busca e apreensão em cinco estados: Bahia, Tocantins, São Paulo, Minas Gerais e Goiás, revelando a ampla rede de atuação do esquema criminoso.
Fonte: Portal Bnews.