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Multicampeão no Jiu-Jítsu revela recusa para lutar em grande evento e diz: ‘Pouca consideração’

O faixa-preta de Jiu-Jítsu Paulo Miyao desabafou nas redes sociais após convite recebido para voltar a competir; entenda o caso!

F. Silva
Por: F. Silva Fonte: Tatame Notícias
03/02/2024 às 14h48
Multicampeão no Jiu-Jítsu revela recusa para lutar em grande evento e diz: ‘Pouca consideração’

Viver do esporte é o sonho de todo atleta, independentemente da modalidade que ele pratique. No entanto, sabemos que a realidade no Brasil e no mundo pode variar, tanto de competidores como de modalidades. Nas artes marciais, a realidade de esportes como o Jiu-Jitsu se difere bastante dos milhões movimentados pelo Boxe profissional, por exemplo. Quem expôs um pedaço dessa realidade foi o multicampeão na arte suave Paulo Miyao, que recentemente recusou o convite para competir em um dos maiores eventos do mundo na modalidade.

Miyao revelou que recebeu uma oferta de US$ 1.000,00 (cerca de R$ 4.900,00 na cotação atual), para retornar às competições, e que receberia mais US$ 1.000,00 em caso de vitória, mas negou a proposta, a classificando como de “pouca consideração”. O faixa-preta de Jiu-Jitsu usou as redes sociais para desabafar e, sem revelar o nome do evento que lhe fez a proposta, afirmou que o esporte, por enquanto, só dará uma aposentadoria confortável para poucos atletas.

“Já pensou se dedicar por 15 anos ininterruptos da sua vida em uma profissão. Ter sido reconhecido como um dos melhores do mundo na área. Ter ensinado em mais de 20 países diferentes. Ter sua própria escola com mais de 150 alunos em menos de um ano de funcionamento. Ter uma mídia social com quase meio milhão de seguidores e ser um dos mais ativos na produção de conteúdo da área. Imagine tudo isso e receber um convite para testar seu conhecimento com outro especialista da área em um uma das maiores conferências do mundo por US$ 1.000. Não é pouco dinheiro mas, ao meu ver, é pouca consideração”, declarou Paulo, que seguiu:

“Essa foi uma oferta que tive para lutar em um dos maiores eventos de Jiu-Jitsu do mundo. Apesar de me deixar um pouco triste pois, como já disse, dediquei 15 anos da minha a esse esporte, também me deixa em paz e com a consciência tranquila por ter decido me afastar das competições relativamente jovem e ter me dedicado a estudar e a me aprimorar em outras áreas. O Jiu-Jitsu competitivo, por enquanto e infelizmente, só dará uma aposentadoria confortável para poucos atletas.

Um conselho para os jovens que me acompanham: treinem duro e deem seu máximo como competidores, mas se dediquem também a se aperfeiçoar em outras habilidades relativas ao Jiu-Jitsu, como lecionar, se comunicar e vender. Dessa forma você não precisará aceitar toda e qualquer proposta”, finalizou o brasileiro.

Do Tatame Notícias.

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