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Mulher é morta a tiros após reclamar de assédio de PM à sua sobrinha

Segundo Thiago Prado, o policial atirou 11 vezes na vítima. Para ele, não há dúvidas sobre o policial ser autor dos disparos.

F. Silva
Por: F. Silva Fonte: Macajuba Acontece
11/10/2023 às 15h10
Mulher é morta a tiros após reclamar de assédio de PM à sua sobrinha

Um soldado da PM de Alagoas foi preso em flagrante ontem após o assassinato de uma mulher na periferia de Maceió (AL). Testemunhas dizem que ele se irritou durante uma discussão com Rosineide da Costa Silva, 53, que defendeu sua sobrinha, de 21 anos, assediada pelo militar.

Wellington Pereira da Silva, 35 anos de idade, teve a prisão preventiva decretada após a audiência de custódia nesta segunda-feira (9). O Comando da PM abriu processo na Corregedoria para investigar o policial. A coluna não conseguiu informações sobre a defesa do suspeito.

O que aconteceu

O delegado Thiago Prado, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), afirmou que havia um "encontro social" na porta da casa de Rosineide quando o militar chegou. "Ele foi levado por um convidado da vítima", disse.

Ao chegar, o soldado teria ficado interessado em uma jovem que estava no local e era sobrinha da vítima. Entretanto, a jovem não tinha interesse e alegou que foi importunada pelo policial.

Em entrevista à TV Ponta Verde, a jovem (que pediu para não ser identificada), relatou que, antes de ser morta, a tia discutiu com o policial para tentar protegê-la.

Em todo momento ele queria ficar comigo. Na hora que passei para o banheiro, ele puxou meu short e eu falei coisa com ele. Quando voltei, minha tia já estava falando com ele, que ele me respeitasse e respeitasse a casa dela, que ele estava bêbado e não sabia beber.

Depois disso, um familiar da dona da casa desligou o som ao ver Wellington alterado. Ele, o PM, pediu para que ela repetisse o que tinha dito, e ela repetiu: que ele não sabia beber. Ele veio, atirou contra mim, contra meu primo e descarregou a pistola nela.

Foram 11 tiros, segundo delegado

Segundo Thiago Prado, o policial atirou 11 vezes na vítima. Para ele, não há dúvidas sobre o policial ser autor dos disparos.

Para a Polícia Civil, os indícios de autoria são suficientes para ancorar a prisão do suspeito. E ao que tudo indica ele cometeu o homicídio por um motivo extremamente banal e fútil, razão pela qual foi autuado em flagrante delito pelo crime de homicídio qualificado.

Fonte: Macajuba Acontece.
 
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